Um material vegetal desconhecido foi enviado ao laboratório como uma possível nova droga ilícita. A análise no cromatógrafo em fase gasosa acoplado ao espectrômetro de massas não identificou o composto na biblioteca do equipamento, mas determinou a massa (m/z). Outros equipamentos que poderiam auxiliar na identificação do composto são
- A)espectrofotômetro por UV-visível e titulador.
Errada, porque UV-vis e titulador até podem auxiliar em algumas análises, mas não são os melhores recursos para identificar estruturalmente um composto desconhecido com precisão.
- B)espectrofotômetro por infravermelho e espectrômetro por absorção atômica.
Errada, porque o infravermelho é útil para identificação, mas a absorção atômica serve para metais e elementos, não para caracterizar uma droga orgânica desconhecida.
- C)espectro por emissão atômica e titulador.
Errada, porque emissão atômica e titulador são técnicas mais voltadas a elementos e quantificação, não à identificação estrutural de um composto orgânico complexo.
- D)espectrofotômetro por infravermelho e cromatografia líquida de alta eficiência.
Certa, porque infravermelho ajuda a identificar grupos funcionais e HPLC auxilia na separação e caracterização da mistura, sendo técnicas apropriadas para complementar a análise.
- E)cromatografia líquida de alta eficiência e espectrômetro por absorção atômica.
Errada, porque HPLC pode ajudar na separação, mas a absorção atômica não é adequada para identificar a estrutura de um composto orgânico desconhecido.
Gabarito: D
Quando o cromatógrafo em fase gasosa acoplado ao espectrômetro de massas não encontra o composto na biblioteca, isso não significa que o material “sumiu”; só quer dizer que a identificação por comparação direta ficou limitada. Nessa hora, o caminho é usar técnicas complementares, que ajudem a enxergar melhor a estrutura e o comportamento químico da substância. O espectrofotômetro no infravermelho é muito útil porque mostra as ligações e os grupos funcionais presentes na molécula. Já a cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC) ajuda a separar componentes de uma mistura complexa e a comparar o tempo de retenção com padrões, sendo ótima quando o material não é volátil ou é termicamente instável, o que atrapalha a análise por cromatografia gasosa. Por isso o gabarito é a letra D: infravermelho + HPLC. Um equipamento mostra “quem é” pela assinatura funcional, e o outro ajuda a separar e caracterizar a amostra em condições mais adequadas. Em laboratório, identificação de substâncias costuma ser esse jogo de peças: um método sozinho pode não fechar o diagnóstico, mas a dupla certa costuma resolver o mistério.