O zinco é um elemento químico necessário ao organismo humano em pequenas quantidades. No entanto, sua ingestão excessiva, por água ou outros alimentos/suplementos, pode causar graves distúrbios. A resolução 420/2009 do CONAMA estipula que o limite de zinco para águas subterrâneas seja de 1050ppb. Considere que a análise de 2,5g de água de um poço artesiano tenha revelado a presença de 5,5 microgramas de zinco. O teor de zinco nessa água é, de forma aproximada, equivalente
- A)a um terço do valor estipulado.
Errada, porque 2200 ppb não é cerca de um terço de 1050 ppb, mas sim um valor maior que o limite.
- B)a um quarto do valor estipulado.
Errada, porque 2200 ppb não corresponde a um quarto do valor estipulado; essa fração seria muito menor.
- C)à metade do valor estipulado.
Errada, porque 2200 ppb não é metade de 1050 ppb, e sim um valor aproximadamente duas vezes maior.
- D)ao dobro do valor estipulado.
Certa, porque a concentração calculada é de aproximadamente 2200 ppb, o que equivale a cerca do dobro de 1050 ppb.
- E)ao triplo do valor estipulado.
Errada, porque o valor encontrado não chega a triplicar o limite; ele fica em torno de duas vezes o permitido.
Gabarito: D
Aqui a ideia central é transformar a quantidade encontrada em uma unidade comparável ao limite da norma. Em soluções muito diluídas, isso costuma ser feito em ppb, que significa partes por bilhão, ou seja, microgramas por quilograma. Como a amostra tem 2,5 g de água e contém 5,5 microgramas de zinco, basta relacionar massa do soluto com massa da solução para achar a concentração. Fazendo a conta: 2,5 g = 0,0025 kg. Então 5,5 microgramas em 0,0025 kg correspondem a 2200 microgramas por quilograma, isto é, 2200 ppb. O limite da resolução CONAMA 420/2009 é 1050 ppb, e 2200 é aproximadamente o dobro de 1050. Ou seja, a água analisada está com teor de zinco cerca de 2 vezes acima do permitido. Em prova da FGV, essa comparação direta entre o valor calculado e o limite costuma ser o caminho mais rápido e seguro. Por isso, o gabarito é a alternativa D. O raciocínio não depende de fórmula complicada, só de conversão de unidades e comparação com o valor normativo.