A sedimentação gravitacional é baseada na separação sólido-líquido e tem como força propulsora a ação da gravidade. Esse processo pode ser classificado de quatro formas diferentes: sedimentação de partículas discretas, sedimentação de partículas floculentas, sedimentação em zona e sedimentação por compressão. Sobre os tipos de sedimentação, analise os itens a seguir: I. Na sedimentação em zona, a concentração de partículas é elevada, fazendo com que fiquem cada vez mais próximas umas das outras, sedimentando juntas, como uma espécie de bloco, formando uma interface sólido-líquido. É típica dos decantadores secundários. II. Na sedimentação de partículas discretas, a dimensão física da partícula permanece inalterada durante o seu processo de sedimentação gravitacional, assim sendo a sua velocidade de sedimentação será constante. É típica da caixa de areia. III. Na sedimentação floculenta, a velocidade de sedimentação das partículas não é mais constante e tende a aumentar porque elas agregam-se ao longo do processo de sedimentação, mudando seu tamanho e forma. É típica dos decantadores primários. Está correto o que se afirma em
- A)I apenas.
Errada, porque os itens II e III também estão corretos, então não é apenas o I.
- B)I e III, apenas.
Errada, porque o item II também está correto, então não fica restrita a I e III.
- C)II e III, apenas.
Errada, porque o item I também está correto, então não ficam apenas II e III.
- D)III, apenas.
Errada, porque os itens I e II também estão corretos, não apenas o III.
- E)I, II e III.
Certa, porque os itens I, II e III descrevem corretamente os tipos de sedimentação e suas aplicações típicas.
Gabarito: E
A sedimentação gravitacional é um processo clássico de separação sólido-líquido em que a gravidade faz o trabalho pesado. O ponto principal é que o comportamento das partículas muda conforme a concentração e a interação entre elas: às vezes elas caem “sozinhas”, às vezes em grupo, às vezes em camadas, e em situações mais densas até se comprimem no fundo. Na sedimentação de partículas discretas, cada partícula mantém praticamente seu tamanho e forma durante a queda, então a velocidade de sedimentação tende a ser constante. É o caso típico da caixa de areia, em que se separa material mais grosso por simples ação da gravidade. Já na sedimentação floculenta, as partículas vão se agregando enquanto sedimentam, ficando maiores e, por isso, mudando sua velocidade ao longo do processo. Esse comportamento aparece com frequência em decantadores primários. A sedimentação em zona ocorre quando a concentração de sólidos é alta o suficiente para que as partículas sedimentem juntas, como se formassem um bloco, criando uma interface bem definida entre a região clara e a região com sólidos. Isso é típico de decantadores secundários. E ainda existe a sedimentação por compressão, em que o lodo fica tão concentrado que as partículas se apoiam umas nas outras e o peso do material acima comprime a camada inferior. Por isso, os três itens estão corretos. A banca FGV costuma cobrar exatamente essa associação entre tipo de sedimentação, comportamento das partículas e unidade de tratamento correspondente, então vale decorar o trio: discreta, floculenta e em zona, além da compressão para fechar a conta.