A força de um ácido está diretamente ligada a sua capacidade de sofrer ionização. Essa força pode ser determinada experimentalmente e expressa a partir do valor da constante de ionização ácida (Ka). Observe a tabela a seguir que contém os valores de pKa para cinco ácidos inorgânicos distintos. ÁCIDO pKa carbônico 6,37 hipocloroso 7,53 hipobromoso 8,69 bórico 9,14 cianídrico 9,31 O ácido mais forte é o
- A)bórico.
Errada, porque o ácido bórico tem pKa maior que o do ácido carbônico e, portanto, é menos forte.
- B)cianídrico.
Errada, porque o ácido cianídrico tem o maior pKa da tabela, sendo o menos forte entre os citados.
- C)carbônico.
Certa, pois o ácido carbônico apresenta o menor pKa e, assim, a maior força ácida da lista.
- D)hipocloroso.
Errada, porque o ácido hipocloroso tem pKa maior que o do ácido carbônico e ioniza menos.
- E)hipobromoso.
Errada, porque o ácido hipobromoso também tem pKa maior que o do ácido carbônico, logo é menos ácido.
Gabarito: C
Quando você quer comparar a força de ácidos fracos, uma regra prática salva a prova: quanto menor o pKa, mais forte é o ácido. Isso acontece porque pKa é o “espelho” do Ka, e um ácido mais forte se ioniza mais em água, liberando mais H+. Na tabela, o ácido carbônico tem pKa 6,37, o menor valor entre os listados. Então ele é o que apresenta maior tendência de ionização e, por isso, o mais forte da comparação. É aquela lógica de concurso: menor pKa, maior força ácida, sem drama. Os outros ácidos têm pKa maiores, o que significa menor ionização e, consequentemente, menor força ácida. Hipocloroso, hipobromoso, bórico e cianídrico ficam atrás do carbônico nesse ranking. Aqui não há pegadinha de fórmula, há pegadinha de interpretação dos números. Se você lembrar da relação Ka = 10^-pKa, já mata a questão: maior Ka corresponde a menor pKa e ácido mais forte. É um conteúdo básico de equilíbrio químico, muito cobrado em provas, inclusive pela FGV, que gosta de trocar a ordem dos valores para ver se você cai na inversão.