Um efluente industrial contaminado por hidróxido de cálcio precisa ser tratado antes do descarte. O tratamento é realizado por uma solução de H2SO4, em excesso. Assinale a opção que indica a massa residual obtida tratando-se o efluente que contém 370 gramas de hidróxido de cálcio 80% puro.
- A)695 g.
Errada, porque 695 g não bate com a estequiometria da neutralização nem com a pureza informada.
- B)721 g.
Errada, pois 721 g decorre de um cálculo incompatível com a proporção molar da reação.
- C)577 g.
Errada, porque 577 g resulta de tratamento numérico inadequado da massa pura e do produto formado.
- D)544 g.
Certa, pois 370 g a 80% fornecem 296 g de Ca(OH)2, que geram 544 g de CaSO4.
- E)680 g.
Errada, já que 680 g não corresponde à massa obtida após considerar a pureza e a relação molar.
Gabarito: D
Quando uma base como o hidróxido de cálcio reage com um ácido forte, a lógica é a velha neutralização: ácido + base -> sal + água. Aqui, a reação é Ca(OH)2 + H2SO4 -> CaSO4 + 2 H2O. Como o ácido sulfúrico está em excesso, todo o hidróxido de cálcio reage, e o que interessa é a quantidade real de Ca(OH)2 presente no efluente. A pegadinha começa no "80% puro": dos 370 g informados, só 80% é hidróxido de cálcio mesmo. Então, a massa efetiva é 370 x 0,80 = 296 g. Com massa molar 74 g/mol, isso dá 4 mol de Ca(OH)2. Pela equação, 1 mol de Ca(OH)2 gera 1 mol de CaSO4. Logo, 4 mol formam 4 mol de sulfato de cálcio. Como a massa molar de CaSO4 é 136 g/mol, a massa obtida é 4 x 136 = 544 g. Portanto, o gabarito é D. Em questões assim, a banca gosta de testar duas coisas ao mesmo tempo: pureza da amostra e estequiometria básica. Se você ignora uma delas, a conta desanda rapidinho.