Os procedimentos analíticos são sempre escolhidos com base na observação das características das amostras e dos dados disponíveis. Em uma amostra conhecida, em solução, mas de concentrações desconhecidas, a melhor forma de quantificação é por meio de técnicas de:
- A)infravermelho;
Errada, porque o infravermelho é mais usado para identificação de grupos funcionais do que para quantificação rotineira de concentrações em solução.
- B)ultravioleta;
Certa, porque a espectrofotometria no ultravioleta permite quantificar substâncias em solução pela absorbância, geralmente com base na lei de Beer-Lambert.
- C)ressonância magnética nuclear;
Errada, porque a ressonância magnética nuclear é excelente para elucidação estrutural, mas não é a técnica mais prática para quantificação simples de concentração.
- D)cromatografia em fase líquida de alta performance;
Errada, porque a CLAE separa compostos e pode ser acoplada à quantificação, mas por si só não é a resposta mais direta para esse caso.
- E)espectrometria de massa.
Errada, porque a espectrometria de massa é muito útil para identificação e análise de massa molecular, não sendo a escolha mais comum para quantificar concentração em solução.
Gabarito: B
Quando a amostra já é conhecida e está em solução, mas você não sabe a concentração, o caminho clássico para quantificar é usar uma técnica espectrofotométrica, especialmente no ultravioleta. Isso porque muitas substâncias absorvem UV de forma proporcional à concentração, permitindo aplicar a lei de Beer-Lambert: quanto maior a absorbância, maior tende a ser a concentração. Na prática, a ideia é simples: você mede a luz que a amostra absorve em um comprimento de onda adequado e compara com uma curva de calibração. É uma abordagem rápida, relativamente barata e muito usada em análises de rotina. O ponto-chave aqui é que já se conhece a substância, então faz sentido escolher um método de quantificação direta e sensível. As outras técnicas citadas são ótimas para outras finalidades, mas não são a escolha mais direta para este caso. Infravermelho e RMN são mais usados para identificação estrutural, espectrometria de massa para massa molecular e fragmentação, e cromatografia em fase líquida de alta performance para separação e, às vezes, quantificação associada a um detector. Se a banca quer a técnica mais adequada para medir concentração em solução de um composto conhecido, o UV leva vantagem.