A Hemobrás realiza um rigoroso controle de qualidade na produção de hemoderivados, utilizando técnicas analíticas como a polarimetria para verificar a pureza de substâncias opticamente ativas. Durante um ensaio, um técnico realizou a medição da rotação óptica de uma solução de proteína opticamente ativa, cuja concentração era 2,0% (p/v). A rotação observada foi de +0,480°, utilizando um polarímetro com tubo de 0,8 dm, a 25°C, com a linha D do sódio. Considerando esses dados, a rotação óptica específica da proteína é de:
- A)–80,2°.
Errada, porque o valor negativo não combina com a rotação observada positiva e o cálculo não leva a -80,2°.
- B)–85,4°.
Errada, porque também traz sinal negativo e o resultado numérico não corresponde à aplicação da fórmula de polarimetria.
- C)+30,0°.
Certa, pois aplicando [α] = 100·α/(l·c) com 0,480°, 0,8 dm e 2,0% (p/v), obtém-se +30,0°.
- D)+96,1°.
Errada, porque o cálculo correto não resulta em +96,1°; esse valor aparece quando há erro na substituição ou na manipulação da fórmula.
Gabarito: C
A polarimetria serve para medir a rotação da luz por substâncias opticamente ativas, aquelas que fazem a luz “virar o volante” para a direita ou para a esquerda. Isso é muito usado em controle de qualidade, especialmente em substâncias puras, soluções farmacêuticas e biomoléculas, como proteínas e açúcares. A conta da rotação óptica específica segue a relação: [α] = 100·α / (l·c), quando a concentração está em % (p/v), que é exatamente o caso da questão. Aqui, α é a rotação observada, l é o comprimento do tubo em decímetros e c é a concentração da solução. Substituindo os valores: [α] = 100 · 0,480 / (0,8 · 2,0) = 48 / 1,6 = 30,0°. Como a rotação observada foi positiva, o valor específico também fica positivo. Então o gabarito correto é a alternativa C, com +30,0°. Simples assim: a fórmula é curta, mas a banca adora ver se você sabe encaixar unidade e dado sem tropeçar no 100 da concentração em porcentagem.