A cromatografia gasosa é um processo de análise química instrumental por separação de compostos químicos de uma amostra complexa. É uma das técnicas mais empregadas em análises qualitativas e quantitativas. O uso da cromatografia gasosa inclui teste de pureza de uma substância em particular, ou separação de diversos componentes de uma mistura. As indústrias farmacêuticas e químicas utilizam esse equipamento para realizar análises de matérias-primas, produtos em processos e produtos finais. Na área médica também é utilizada a técnica de cromatografia gasosa para estudar substâncias endógenas e realizar o controle terapêutico de certas drogas. Sobre a cromatografia gasosa, é INCORRETO afirmar que:
- A)A temperatura ótima da coluna depende do ponto de ebulição da amostra e do grau de separação requerido.
Certa, porque a temperatura da coluna realmente deve ser ajustada conforme a volatilidade da amostra e o grau de separação desejado.
- B)A fase móvel não interage com as moléculas do analito, sua única função é transportar o analito através da coluna.
Certa, porque a fase móvel gasosa atua principalmente como veículo de transporte e não é a responsável pela separação, que ocorre pela interação com a fase estacionária.
- C)Uma das características para um detector ideal é a faixa de temperatura, que vai desde a ambiente até pelo menos 100°C.
Errada, porque detector ideal é definido por sensibilidade, seletividade, estabilidade e faixa linear, não por uma faixa de temperatura descrita dessa forma.
- D)A cromatografia gás-sólido permite a separação de gases de baixa massa molecular, como os componentes do ar, sulfeto de hidrogênio, monóxido de carbono e óxido de nitrogênio.
Certa, porque a cromatografia gás-sólido é apropriada para separar gases leves e permanentes, como componentes do ar e outros gases de baixa massa molecular.
Gabarito: C
A cromatografia gasosa separa substâncias que conseguem ser vaporizadas sem se decompor, usando uma fase móvel gasosa e uma fase estacionária dentro da coluna. A amostra é aquecida, entra na coluna e cada componente “corre” em velocidade diferente conforme sua afinidade com a fase estacionária e sua volatilidade. É por isso que a técnica é tão útil em controle de qualidade, perícia e análises clínicas: ela separa e identifica misturas com boa sensibilidade. Na prática, a temperatura da coluna é важíssima porque interfere diretamente na volatilização dos compostos e no tempo de retenção. Compostos mais voláteis tendem a sair primeiro, enquanto os menos voláteis podem exigir temperaturas mais altas para serem bem separados. Então, a escolha da temperatura não é aleatória: ela depende do ponto de ebulição da amostra e do nível de separação desejado. A alternativa C está incorreta porque mistura uma característica incompatível com detector ideal. Em cromatografia gasosa, o detector ideal deve ter alta sensibilidade, resposta rápida, estabilidade, baixo ruído e ampla faixa linear, além de suportar as condições de operação do equipamento, que geralmente envolvem temperaturas elevadas na linha de detecção. Dizer que a faixa vai “da ambiente até pelo menos 100°C” não define um detector ideal nem representa um critério técnico adequado. Em resumo: na cromatografia gasosa, a coluna faz a separação e o detector apenas sinaliza o que saiu dela. O erro da questão está em atribuir ao detector uma característica de temperatura formulada de modo inadequado para o contexto técnico da análise.