O conceito de Lewis para ácidos e bases é mais inclusivo que as teorias de Arrhenius e Bronsted-Lowry. Segundo a definição de Lewis, um ácido é uma estrutura química com afinidade por
- A)íons H+ .
Errada, porque íons H+ são o foco da teoria de Arrhenius e também aparecem na de Brønsted-Lowry, não na definição de Lewis.
- B)cátions.
Errada, porque cátions podem até agir como ácidos em alguns contextos, mas a definição de Lewis não usa essa formulação genérica.
- C)prótons.
Errada, porque prótons correspondem à teoria de Brønsted-Lowry, que é mais restrita do que a de Lewis.
- D)pares de elétrons.
Certa, porque um ácido de Lewis é a espécie que aceita um par de elétrons.
Gabarito: D
Na teoria de Lewis, a ideia é mais ampla do que nas definições de Arrhenius e Brønsted-Lowry. Aqui, não importa só se a substância libera H+ em água ou se doa próton: o foco passa a ser o par de elétrons. Isso deixa a teoria bem mais “generosa” para classificar ácidos e bases. Pela definição de Lewis, ácido é a espécie que aceita um par de elétrons, enquanto base é a espécie que doa esse par. Pense assim: o ácido fica com “fome” de elétrons e a base é a que oferece o par para a ligação acontecer. Por isso, a alternativa correta é a letra D. Um ácido de Lewis tem afinidade por pares de elétrons, e essa é justamente a formulação clássica da teoria. Exemplos comuns são o BF3 e o AlCl3, que aceitam pares eletrônicos facilmente. As teorias de Arrhenius e Brønsted-Lowry continuam importantes, mas são mais restritas. Arrhenius depende de meio aquoso e de H+, e Brønsted-Lowry gira em torno de prótons. Lewis amplia o palco e coloca os elétrons como protagonistas.