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Química · CESPE/CEBRASPE · 2023

Questão comentada de Química

O Protocolo de Montreal, formalizado em 1987, impôs como principal obrigação aos países signatários a progressiva redução da produção e do consumo das substâncias que destroem a camada de ozônio (SDOs). A primeira classe de SDOs banidas foram os CFCs, especialmente o triclorofluorometano (CFC-11). A característica mais importante dessas substâncias, que as tornam destruidoras do ozônio, é que elas

Gabarito: A

O Protocolo de Montreal foi um marco ambiental porque atacou diretamente as substâncias que mais contribuíam para a destruição da camada de ozônio. Entre elas, os CFCs ficaram famosos por um detalhe químico crucial: eles são muito estáveis na troposfera, então sobrevivem tempo suficiente para chegar às camadas mais altas da atmosfera. Parece uma vantagem, mas vira problema lá em cima. Na estratosfera, a radiação ultravioleta quebra essas moléculas e libera radicais de halogênios, especialmente cloro, que atuam como verdadeiros catalisadores da destruição do ozônio. O ponto importante é esse: não é a simples presença do CFC que destrói o ozônio de forma direta, mas o fato de ele liberar espécies altamente reativas quando recebe UV. Isso explica por que o item A está correto. O CFC-11 é relativamente inerte perto do solo, mas, ao interagir com fótons de luz ultravioleta, libera um halogênio reativo que participa de reações em cadeia e reduz a concentração de O3. Em resumo, o vilão aqui é a química da alta atmosfera, não uma toxicidade comum do dia a dia. Como reforço de prova: o Protocolo de Montreal de 1987 realmente levou à redução e eliminação progressiva de várias SDOs, e foi um dos acordos ambientais mais bem-sucedidos da história. A ideia central para memorizar é: estabilidade na parte baixa da atmosfera + quebra por UV na estratosfera + liberação de halogênios reativos = destruição do ozônio.

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