O bafômetro é um aparelho que mede o teor alcoólico analisando o ar exalado dos pulmões de uma pessoa. Para realizar essa medição, o tipo de reação analisada pelo bafômetro é uma
- A)oxirredução.
Correta, porque o bafômetro depende de uma reação de oxirredução entre o etanol e um agente oxidante, com transferência de elétrons.
- B)saponificação.
Errada, pois saponificação é a hidrólise básica de ésteres, típica da produção de sabão.
- C)redução do etanol.
Errada, porque no bafômetro o etanol não está sendo reduzido, e sim oxidado.
- D)oxidação do dicromato.
Errada, pois o dicromato atua como agente oxidante e é reduzido no processo, não oxidado.
- E)transesterificação.
Errada, porque transesterificação é a troca de grupos alcoxi em ésteres, sem relação com a medição do álcool exalado.
Gabarito: A
O bafômetro clássico funciona com uma reação de oxirredução. A lógica é simples: o etanol presente no ar exalado reage com um agente oxidante no aparelho, e essa reação gera uma mudança mensurável, permitindo estimar o teor alcoólico da pessoa. Em concursos, sempre que aparecer álcool sendo “detectado” por reação química, vale acender a luz da oxirredução na hora. Nessa análise, o etanol é oxidado e a substância do reagente é reduzida. Ou seja, há transferência de elétrons e variação no número de oxidação, que é justamente a marca registrada das reações de oxirredução. O aparelho não está “queimando” o álcool de forma literal, mas usando essa transformação química para produzir a leitura. Por isso, o gabarito é a alternativa A. O que o bafômetro analisa é uma reação em que uma espécie perde elétrons e outra ganha elétrons. Essa troca é o coração da oxirredução, tema muito cobrado em Química quando a banca quer misturar conceito com aplicação do dia a dia. Se você lembrar de uma ideia simples, já resolve: se há oxidação e redução acontecendo juntas, é oxirredução. As outras alternativas são reações orgânicas ou processos bem diferentes e não têm relação com o funcionamento do bafômetro.