Em relação aos tipos de cromatografia de líquidos de alta eficiência, o principal fator que caracteriza a cromatografia por partição é que a fase estacionária é um(a)
- A)líquido que é imiscível ao líquido correspondente à fase móvel.
Correta, porque na cromatografia por partição a fase estacionária é um líquido imiscível com a fase móvel.
- B)sólido solúvel na fase móvel líquida.
Errada, porque um sólido solúvel na fase móvel não caracteriza partição e ainda contradiz a ideia de fase estacionária líquida.
- C)resina trocadora de íons para a separação das espécies catiônica e aniônica presentes na amostra.
Errada, porque isso descreve cromatografia por troca iônica, não por partição.
- D)matriz porosa na qual há difusão das moléculas de soluto e solvente.
Errada, porque matriz porosa com difusão de moléculas é característica de exclusão por tamanho, não de partição.
- E)líquido contendo partículas de um ligante de afinidade, depositado na superfície da fase móvel.
Errada, porque afinidade ligada a ligante na superfície remete à cromatografia de afinidade, não à partição.
Gabarito: A
Na cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE ou HPLC), a separação acontece porque cada substância interage de um jeito diferente com a fase móvel e com a fase estacionária. Na cromatografia por partição, o princípio é bem direto: o soluto se distribui entre duas fases líquidas que não se misturam, como se ele ficasse “dividido” entre dois ambientes. Quanto maior a afinidade pela fase estacionária, mais lento o composto anda na coluna. Por isso, o ponto-chave da cromatografia por partição é que a fase estacionária é um líquido imiscível com a fase móvel. Em outras palavras, existe um filme líquido retido no suporte, e é nele que ocorre a partição do analito. Esse é o traço clássico desse tipo de cromatografia, muito usado para diferenciar de outros mecanismos de separação. Não confunda com cromatografia de adsorção, em que a fase estacionária é um sólido; nem com troca iônica, em que há resinas com grupos carregados; nem com exclusão por tamanho, que separa pela entrada ou não do soluto nos poros. Cada mecanismo tem sua “assinatura” própria, e a banca gosta de trocar uma pela outra para ver se você está atento. Assim, o gabarito A está correto porque descreve exatamente a fase estacionária da cromatografia por partição: um líquido imiscível em relação à fase móvel líquida. É a ideia central do método, sem mistério e sem pegadinha de laboratório.