Uma possibilidade grande de transmissão de doenças no consultório odontológico é através do uso de itens perfurocortantes, daí a importância de sempre manipulá- -los sem contato direto e descartá-los em caixas apropriadas, que devem estar em locais visíveis, de fácil acesso e nunca preenchidas acima do limite de sua capacidade em
- A)2/3.
Correta, porque a caixa de perfurocortantes deve ser descartada quando atingir no máximo 2/3 da sua capacidade.
- B)1/2
Errada, porque 1/2 é um limite mais conservador, mas não é o parâmetro técnico cobrado para o preenchimento da caixa.
- C)1/4.
Errada, porque 1/4 é baixo demais e não corresponde ao limite recomendado para descarte do recipiente.
- D)4/5.
Errada, porque 4/5 ultrapassa o nível seguro e aumenta o risco de acidentes com perfurocortantes.
- E)3/4.
Errada, porque 3/4 ainda excede o limite indicado e não garante segurança no manejo e fechamento da caixa.
Gabarito: A
No consultório odontológico, itens perfurocortantes são uma das principais portas de entrada para acidentes e transmissão de infecções, porque qualquer descuido pode gerar perfuração e contato com sangue. Por isso, a regra é simples: não manipular esses materiais diretamente com as mãos quando houver risco e descartá-los imediatamente em recipiente apropriado, rígido, identificado e colocado em local visível e de fácil acesso. Isso evita aquela cena clássica de "depois eu vejo isso" que, em biossegurança, costuma terminar mal. As caixas para perfurocortantes não podem ser preenchidas até a boca, porque isso aumenta muito o risco de acidente na hora do descarte. A orientação adotada em biossegurança é descartar o material até, no máximo, 2/3 da capacidade do recipiente. A partir daí, a caixa deve ser fechada e substituída. Esse limite aparece em normas técnicas e de controle de resíduos de serviços de saúde, como as da ANVISA e diretrizes de biossegurança. Então, o gabarito A está correto porque o enunciado pergunta exatamente qual é o limite de preenchimento seguro da caixa coletora. A resposta esperada é 2/3, que é o ponto em que ainda há espaço interno suficiente para evitar transbordo, perfuração da embalagem e acidentes com a equipe de saúde. Em prova, esse detalhe costuma ser cobrado de forma direta e sem rodeios.