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Odontologia · UFF · 2025

Questão comentada de Odontologia

Sobre o acesso submandibular e a anatomia cirúrgica associada, assinale a opção correta.

Gabarito: B

O acesso submandibular, também chamado de acesso de Risdon em muitas descrições, é um dos caminhos clássicos para abordar fraturas do corpo mandibular, ângulo e ramo da mandíbula. A ideia é simples: entrar por uma via externa bem planejada para enxergar melhor a borda inferior e o contorno ósseo, com boa exposição e controle cirúrgico. Não é um acesso "de enfeite"; ele existe justamente porque, em várias fraturas, o caminho intraoral sozinho não resolve tudo. A grande preocupação anatômica dessa via é o ramo marginal mandibular do nervo facial. Ele pode ficar relativamente próximo da borda inferior da mandíbula e, em algumas pessoas, descer mais do que o esperado, aumentando o risco de lesão durante a incisão e a dissecção. Por isso, a incisão precisa ser feita em nível seguro, geralmente alguns centímetros abaixo da borda mandibular, para reduzir a chance de uma paresia do lábio inferior, que o paciente percebe na hora e o cirurgião prefere evitar com carinho. Além do nervo, a região tem vasos importantes, especialmente a artéria e a veia facial, que costumam cruzar a área próxima à glândula submandibular. Essa relação anatômica explica por que a dissecção deve ser cuidadosa, pois esses elementos podem aparecer no campo operatório e exigem controle fino. Ou seja, não é uma cirurgia para fazer com pressa e coragem excessiva. A alternativa B está correta porque descreve justamente o principal risco anatômico do acesso submandibular: o ramo marginal mandibular do nervo facial, cuja posição variável justifica a escolha de uma incisão afastada da borda inferior da mandíbula. As demais alternativas falham ao minimizar a utilidade do acesso ou ao descrever de forma incorreta as relações anatômicas locais.

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