Acerca das infrações éticas no exercício profissional, conforme previsto no Código de Ética Odontológico, assinale a alternativa correta.
- A)Adotar novas técnicas ou materiais que não tenham efetiva comprovação científica não constitui infração ética.
Errada, porque adotar novas técnicas ou materiais sem efetiva comprovação científica pode, sim, configurar infração ética.
- B)Constitui infração ética iniciar qualquer procedimento ou tratamento odontológico sem o consentimento prévio do paciente ou do seu responsável legal, exceto em casos de urgência ou emergência.
Certa, pois é infração iniciar procedimento ou tratamento sem consentimento prévio do paciente ou responsável legal, salvo urgência ou emergência.
- C)Exagerar em diagnóstico, prognóstico ou terapêutica não constitui infração ética.
Errada, porque exagerar em diagnóstico, prognóstico ou terapêutica é conduta vedada pelo Código de Ética Odontológica.
- D)Abandonar paciente constitui infração ética em qualquer hipótese.
Errada, porque o abandono do paciente constitui infração ética, embora a análise concreta possa depender das circunstâncias e da continuidade do cuidado.
Gabarito: B
No Código de Ética Odontológica, a ideia central é simples: o profissional pode e deve atuar com autonomia técnica, mas não pode improvisar como se o consultório fosse laboratório de testes. Se a técnica ou o material ainda não tem comprovação científica efetiva, a adoção pode configurar infração ética, porque o paciente não pode virar campo de ensaio. Outro ponto importante é o consentimento do paciente. Antes de iniciar qualquer procedimento ou tratamento, o cirurgião-dentista deve obter a anuência prévia do paciente ou de seu responsável legal, porque isso protege a autonomia da pessoa atendida. A exceção fica para situações de urgência ou emergência, quando esperar o consentimento pode trazer risco concreto. Por isso, o gabarito é a letra B. Ela reproduz exatamente a regra ética: sem consentimento prévio, não se inicia o tratamento, salvo urgência ou emergência. Esse é um daqueles itens clássicos de prova em que a banca troca uma palavrinha para ver se você cai na armadilha. Além disso, o Código também veda exagero em diagnóstico, prognóstico ou terapêutica e considera infração o abandono do paciente, salvo as hipóteses éticas em que haja continuidade assistencial adequada. Em prova, sempre desconfie de alternativas com absolutos como "nunca", "qualquer hipótese" ou "não constitui infração" quando o tema é ética profissional.