Um paciente do sexo masculino, de 40 anos de idade, procurou atendimento odontológico já levando um rx panorâmico. Ao avaliar o rx, o dentista notou, na maxila, uma lesão unilocular na área de terceiro molar, com imagem de radiotransparência bem circunscrita e com margens regulares radiopacas. Qual das seguintes alternativas é o diagnóstico mais provável?
- A)Cementoblastoma.
Cementoblastoma costuma ser uma massa radiopaca aderida à raiz do dente, e não uma lesão radiotransparente unilocular na maxila.
- B)Odontoma.
Odontoma geralmente mostra calcificações e aspecto radiopaco ou misto, não uma radiotransparência bem circunscrita.
- C)Fibroma ossificante.
Fibroma ossificante tende a apresentar imagem mista, com áreas radiolúcidas e radiopacas, e não um padrão puramente radiotransparente.
- D)Ceratocisto.
Ceratocisto odontogênico é compatível com lesão radiolúcida unilocular, bem delimitada e com bordas corticateadas, especialmente em região posterior.
Gabarito: D
Quando a prova fala em lesão unilocular, bem circunscrita, com margens regulares radiopacas ao redor, você já deve pensar em algo com aspecto de cápsula, “desenhado” no RX. Na patologia oral, esse padrão é bem típico de cistos odontogênicos, especialmente quando a lesão aparece na região de terceiro molar. O detalhe da localização, somado ao aspecto radiográfico, é a pista mais importante aqui. O ceratocisto odontogênico costuma aparecer como radiotransparência bem delimitada, muitas vezes unilocular, podendo ficar na área posterior da mandíbula ou da maxila e, às vezes, associado a dente incluso. Ele pode ter borda corticateada/radiopaca, o que ajuda a explicar o contorno regular visto no exame. Na prática de prova, ele é lembrado por ser uma lesão de aspecto “limpo”, sem calcificações internas, diferente dos tumores odontogênicos mineralizados. Por isso, o gabarito é a letra D. O padrão descrito não combina com uma massa radiopaca ou mista, mas sim com uma imagem radiolúcida bem delimitada, que é a cara do ceratocisto. Em questões de odontologia, leia o RX como um detetive: o tipo de imagem, a borda e a localização costumam entregar o diagnóstico mais do que qualquer outra pista.