As resinas compostas são a principal opção restauradora direta, tanto para dentes anteriores quanto para dentes posteriores. As resinas apresentam diversas propriedades, sendo a contração de polimerização uma delas. Essa é uma característica das resinas à base de Bis-GMA e diluentes, os quais sofrem redução do volume após a formação de cadeias polimerizadas. A contração ainda é considerada hoje uma desvantagem das resinas compostas e é foco de pesquisas. As primeiras resinas contraíam cerca de 14%, e, atualmente, as resinas modernas híbridas contraem cerca de:
- A)2 a 3%.
Correta, porque as resinas compostas híbridas modernas apresentam contração de polimerização em torno de 2 a 3%.
- B)6 a 7%.
Errada, porque 6 a 7% ainda é uma contração muito alta para as resinas modernas.
- C)8 a 19%.
Errada, porque essa faixa é excessiva e não corresponde às resinas híbridas atuais.
- D)10 a 11%.
Errada, porque 10 a 11% se aproxima mais de valores antigos, não das resinas modernas.
Gabarito: A
A contração de polimerização é uma das limitações clássicas das resinas compostas. Ela acontece porque, ao polimerizar, os monômeros se unem e ocupam menos volume do que ocupavam separados, o que pode gerar tensões na interface adesiva, fendas marginais e infiltração. Por isso, mesmo sendo o material direto mais usado em dentes anteriores e posteriores, a resina ainda exige técnica cuidadosa para minimizar esses efeitos. Nas resinas antigas, essa contração era bem maior, chegando perto de 14%, o que facilitava problemas clínicos. Com a evolução da formulação, especialmente nas resinas híbridas modernas, a contração caiu bastante, ficando em torno de 2 a 3%. Essa redução é resultado de melhorias na composição, no tamanho e na quantidade de partículas de carga e na própria matriz resinosa. Então, o gabarito A está correto porque representa a faixa atual mais aceita para as resinas compostas híbridas modernas: cerca de 2 a 3% de contração. Em prova, quando a banca compara materiais antigos com os modernos, quase sempre a ideia é mostrar que a tecnologia reduziu a contração, mas não eliminou o problema. Na prática, isso explica por que o profissional trabalha em incrementos, usa boa técnica adesiva e controla bem a fotoativação. A resina ficou melhor, mas ainda gosta de "encolher" um pouco depois de endurecer.