Existe uma relação direta entre a perda de dentes específicos e o aumento da idade. Isso ocorre porque alguns dentes são mantidos em boca por mais tempo do que outros. Sobre a relação perda dentária e idade, analisar os itens abaixo: I. Frequentemente, os últimos dentes remanescentes na arcada são os posteriores inferiores e os anteriores superiores. II. Com a perda dentária, a crista do rebordo alveolar não se beneficia mais do estímulo funcional que possuía anteriormente. Por essa razão, pode-se esperar a perda do volume do rebordo tanto em largura quanto em altura. III. Geralmente, a perda óssea é maior na mandíbula do que na maxila e mais pronunciada posteriormente do que anteriormente, o que produz uma arcada mandibular mais ampla, enquanto a arcada maxilar fica mais constrita. Estão CORRETOS:
- A)Somente os itens I e II.
Errada, porque o item I não corresponde ao padrão mais aceito de permanência dentária.
- B)Somente os itens I e III.
Errada, porque o item I está incorreto, embora os itens II e III estejam corretos.
- C)Somente os itens II e III.
Certa, pois os itens II e III descrevem corretamente a reabsorção do rebordo após a perda dentária.
- D)Todos os itens.
Errada, porque o item I está incorreto e impede que todos os itens sejam verdadeiros.
Gabarito: C
A ideia central aqui é simples: quando o dente sai, o osso que o sustentava perde o estímulo funcional da mastigação. Sem esse “treino” diário, a crista do rebordo alveolar tende a sofrer reabsorção, diminuindo em altura e em largura. Isso explica por que a perda dentária não é só um problema de dente faltando, mas também de mudança no formato do rebordo. Em periodontia e prótese, esse detalhe é bem cobrado porque interfere diretamente na estabilidade de futuras reabilitações. O item II está correto porque descreve exatamente essa perda de volume do rebordo alveolar após a exodontia ou a perda dentária ao longo do tempo. O osso alveolar existe em função do dente, então, sem a carga mastigatória, ele regride. Isso é um conceito clássico de anatomia e fisiologia oral, sem truque escondido. O item III também está correto. Em geral, a reabsorção óssea é mais intensa na mandíbula do que na maxila e costuma ser mais acentuada na região posterior. Isso ajuda a entender por que, em alguns casos, as bases ósseas e os rebordos remanescentes ficam com proporções diferentes entre as arcadas, com a maxila parecendo mais constrita em relação à mandíbula residual. Já o item I é o que derruba a questão, porque faz uma generalização inadequada sobre quais dentes costumam permanecer por mais tempo. Em prova, vale lembrar: a perda dentária não segue uma regra fixa igual para todo mundo, mas o comportamento descrito ali não é o padrão esperado. Por isso, o gabarito é C, com os itens II e III corretos.