Em relação aos tipos de halitose, denomine dentre as alternativas abaixo a que relaciona a diminuição do fluxo salivar durante o sono: existe um fluxo mínimo de saliva durante o sono. Assim, ocorre putrefação de células epiteliais esfoliadas que permanecem retidas durante esse período ocasionando um odor desagradável, o qual desaparece após a higienização oral pela manhã, restabelecendo o fluxo salivar aos valores normais:
- A)Halitose temporária.
Errada, porque halitose temporária é um termo genérico e não descreve com precisão o quadro fisiológico típico do sono.
- B)Halitose provocada.
Errada, porque halitose provocada costuma estar associada a indução ou causa externa, não à redução fisiológica da saliva durante o sono.
- C)Halitose fraca.
Errada, porque “halitose fraca” não é a classificação usada para esse fenômeno e não corresponde à descrição clínica do enunciado.
- D)Halitose imaginária.
Errada, porque halitose imaginária é a percepção de mau hálito sem comprovação objetiva, diferente do odor real descrito na questão.
- E)Halitose fisiológica.
Certa, porque a diminuição do fluxo salivar durante o sono gera odor matinal que desaparece após a higiene oral e o retorno da salivação normal.
Gabarito: E
A questão trata da halitose fisiológica, que é o mau hálito normal e transitório observado principalmente ao acordar. Durante o sono, o fluxo salivar cai bastante, e a saliva, que ajuda a limpar a boca e a controlar bactérias, fica em quantidade mínima. Com isso, há maior retenção e putrefação de células epiteliais descamadas e de restos orgânicos, gerando odor desagradável ao despertar. O ponto-chave é que esse odor desaparece após a higiene oral matinal e a retomada do fluxo salivar em valores habituais. Ou seja, não se trata de doença, nem de um problema persistente ou “inventado”, mas de um fenômeno esperado da própria fisiologia do sono. Na prática, é aquele hálito de manhã que some depois da escovação e do uso do fio dental. Por isso, o gabarito é a letra E, porque a descrição corresponde exatamente à halitose fisiológica. Em doutrina odontológica, essa forma é também chamada de halitose matinal ou matutina, relacionada à redução do fluxo salivar noturno e à maior atividade de bactérias anaeróbias na boca durante o repouso.