Doenças periodontais são os processos patológicos que afetam o periodonto, na maioria das vezes gengivite e periodontite. As periodontopatias são doenças multifatoriais de etiologia infecciosa e de natureza inflamatória, sendo consideradas as segundas maiores causas de patologia oral na população mundial (Morais, Silva, Knobel, Avi e Lia, 2007; Almeida, Pinho, Lima, Faria, Santos e Bordalo, 2006). Sabe-se que a doença periodontal tem uma relação direta com diversas morbidades sistêmicas, tais como aterosclerose, diabetes, complicações gestacionais, problemas respiratórios, problemas pulmonares, e bacteremias (Morais, Silva, Knobel, Avi e Lia, 2007; Munro e Grap, 2004; Pinheiro, Salani, Aguiar e Pereira, 2007; Kumar, 2013). Em gestantes, deve-se ter uma atenção especial às doenças periodontais, pois pode haver alterações na gestação e até mesmo consequências ao bebê quando do seu nascimento. Assinale a alternativa correta quanto essas duas alterações/consequências.
- A)Parto Pré-termo e dente neo-natal
Errada, porque “dente neo-natal” não é a consequência clássica associada à doença periodontal materna.
- B)Hiperemia na gestante e óbito do bebê
Errada, porque hiperemia na gestante não é o desfecho esperado, e óbito do bebê é uma afirmação extrema e sem o padrão cobrado aqui.
- C)Septicemia na gestante e periodontite no bebê
Errada, porque septicemia na gestante e periodontite no bebê não representam a associação típica ensinada entre doença periodontal e gestação.
- D)Parto pré-termo e bebê de baixo peso
Certa, porque a literatura e a cobrança em concurso relacionam doença periodontal na gestante a parto pré-termo e bebê de baixo peso.
- E)Parto pré-termo e gengivite no bebê
Errada, porque gengivite no bebê não é a consequência clássica vinculada à doença periodontal materna.
Gabarito: D
As doenças periodontais, principalmente gengivite e periodontite, são processos inflamatórios/infecciosos que podem ultrapassar a boca e se associar a efeitos sistêmicos. Na gestação, isso ganha atenção porque a inflamação periodontal pode aumentar a produção de mediadores inflamatórios e favorecer desfechos obstétricos desfavoráveis. Em prova, o vínculo clássico cobrado é com parto prematuro e bebê de baixo peso. A lógica é simples: a infecção e a inflamação na gengiva não ficam “presas” ali. Elas podem repercutir no organismo materno e interferir no ambiente gestacional, aumentando risco de complicações. Por isso, o pré-natal odontológico existe para prevenir e controlar essas condições, sem drama, mas com seriedade. O gabarito é a letra D porque ela reúne exatamente as duas consequências mais lembradas em periodontia obstétrica: parto pré-termo e baixo peso ao nascer. É a associação tradicionalmente cobrada em concursos e em textos de referência sobre doença periodontal na gestante. Então, se você viu gestante + doença periodontal + consequência fetal, pense primeiro em prematuridade e baixo peso. É o trio que a banca adora. O resto costuma ser invenção para confundir.