Assinale a alternativa correta em relação às lesões ulcerativas da cavidade oral, do tipo úlcera traumática.
- A)Todas são iatrogênicas
Errada, porque nem toda úlcera traumática é iatrogênica; muitas surgem por trauma acidental ou hábito do próprio paciente.
- B)O diagnóstico deve ser feito por exame clínico e biópsia
Errada, porque biópsia não é a primeira etapa na suspeita de úlcera traumática; o diagnóstico inicial é clínico e pela anamnese.
- C)O diagnóstico deve ser feito por exame clínico, e anamnese avaliando-se a relação causa-efeito
Certa, pois o diagnóstico depende do exame clínico e da anamnese, com análise da relação entre o trauma e a lesão.
- D)O tratamento deve ser feito por exame clínico, anamnese avaliando-se a relação causa-efeito e biópsia imediata
Errada, porque biópsia imediata não é conduta de rotina na úlcera traumática; primeiro deve-se identificar e remover a causa.
- E)Essas lesões somente podem ter origem em trauma mecânico
Errada, porque a origem não é apenas trauma mecânico, podendo haver outras formas de agressão local.
Gabarito: C
A úlcera traumática é uma lesão muito comum na cavidade oral e, na maioria das vezes, aparece por algum agente identificável: dente quebrado, prótese mal ajustada, mordida acidental, aparelho ortodôntico ou até hábito de morder a mucosa. O ponto principal é simples: primeiro você pensa em trauma e busca a causa na história clínica e no exame da boca. Em outras palavras, a anamnese e a relação causa-efeito costumam ser a chave do diagnóstico. Por isso, não se faz diagnóstico de úlcera traumática com biópsia de rotina. A biópsia entra quando a lesão não melhora após remover o fator traumático, quando há dúvida diagnóstica ou sinais de alerta para outras doenças. A lógica clínica aqui é bem prática: achou a causa, removeu a causa, acompanha a cicatrização. O gabarito é a letra C porque descreve exatamente essa abordagem: exame clínico + anamnese + avaliação da relação causa-efeito. É o jeito correto de conduzir a maioria dos casos de úlcera traumática, sem sair pedindo exame invasivo logo de saída. Na odontologia, esse raciocínio é bem consolidado na prática clínica e nos livros de patologia oral: lesão ulcerativa com fator traumático aparente deve ser correlacionada com a história e o achado local antes de pensar em biópsia.