A extensão e profundidade das lesões da cárie são fatores importantes na tomada de decisões, levando isso em consideração:
- A)a lesão de cárie próxima à margem gengival tende a ser inativa.
Errada, porque a proximidade com a margem gengival não torna a lesão automaticamente inativa; na verdade, essa região pode acumular biofilme e favorecer atividade cariosa.
- B)as lesões cariosas progridem igualmente em relação ao substrato decíduo ou permanente.
Errada, porque lesões em dentição decídua e permanente não progridem igualmente, já que dentes decíduos costumam ter progressão mais rápida.
- C)as lesões cariosas em esmalte tendem a progredir mais lentamente do que as de dentina, devido à própria composição de tecido, diferindo também em relação ao substrato decíduo ou permanente.
Certa, porque a cárie em esmalte geralmente progride mais lentamente do que em dentina, e a velocidade também varia entre dentes decíduos e permanentes pela diferença de composição dos tecidos.
- D)os dentes em infraoclusão apresentam menor chance de apresentarem lesão de cárie ativa, em decorrência a uma menor propensão de acúmulo de biofilme.
Errada, porque infraoclusão não significa menor chance de cárie ativa; a retenção de biofilme e a dificuldade de higienização podem até aumentar o risco.
Gabarito: C
Na cariologia, a profundidade e o tecido envolvido mudam bastante a velocidade de progressão da lesão. Em geral, a cárie em esmalte avança mais devagar, porque o esmalte é mais mineralizado e oferece uma barreira inicial mais resistente. Quando a lesão chega à dentina, a coisa acelera, já que esse tecido tem mais matéria orgânica e túbulos dentinários, o que facilita a difusão de ácidos e a propagação do processo carioso. Outro ponto importante é que o comportamento da lesão também pode variar conforme o dente seja decíduo ou permanente. Os dentes decíduos costumam ter esmalte e dentina mais finos e menor mineralização, então a lesão tende a evoluir mais rapidamente neles. Isso é muito cobrado em prova: não basta saber que existe cárie, você precisa lembrar que o tecido e o tipo de dentição mudam o ritmo da doença. Por isso, a alternativa C está correta ao afirmar que as lesões cariosas em esmalte tendem a progredir mais lentamente do que as de dentina, por causa da composição do tecido, e que isso também difere entre substrato decíduo e permanente. É uma comparação clássica de cariologia: esmalte segura mais, dentina cede mais, e dente decíduo costuma dar menos tempo para a história toda. As demais alternativas falham porque misturam localização, atividade da lesão e risco de acúmulo de biofilme sem uma base consistente. Em prova, lembre: atividade da cárie não depende só de estar perto da gengiva ou em um dente específico, mas do equilíbrio entre biofilme, substrato, saliva e tempo.