O transtorno do espectro autista (TEA) é um dos transtornos do neurodesenvolvimento. De acordo com o DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), são dois critérios diagnósticos: déficits persistentes na comunicação social e na interação social presentes em múltiplos contextos, bem como presença de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesse ou atividade. Os níveis de gravidade das pessoas com TEA são representados por:
- A)Nível 1- necessita de apoio substancial, nível 2- necessita de apoio, e nível 3- necessita apoio muito substancial.
Errada, porque inverte os níveis 1 e 2, atribuindo apoio substancial ao nível 1 e apoio simples ao nível 2.
- B)Nível 1- necessita de apoio, nível 2- necessita de apoio substancial, e nível 3- necessita apoio muito substancial.
Certa, porque reproduz corretamente a gradação do DSM-5: nível 1 necessita de apoio, nível 2 de apoio substancial e nível 3 de apoio muito substancial.
- C)Nível 1- Síndrome de Asperger, nível 2- necessita de apoio substancial, e nível 3- necessita apoio muito substancial.
Errada, porque usa Síndrome de Asperger como se fosse nível isolado, mas essa classificação não é a forma adotada pelo DSM-5.
- D)Nível 1- necessita de apoio, nível 2- Síndrome de Asperger, e nível 3- necessita apoio muito substancial.
Errada, porque mistura o nível 2 com Síndrome de Asperger, o que não corresponde à classificação de gravidade do TEA no DSM-5.
Gabarito: B
O DSM-5 organiza o transtorno do espectro autista por níveis de gravidade, e aqui o ponto principal é lembrar que eles indicam a quantidade de apoio necessária no funcionamento diário. Não é uma “escadinha” de inteligência nem um rótulo fixo de personalidade, mas uma forma prática de descrever o quanto os prejuízos na comunicação social e os comportamentos restritos/repetitivos impactam a vida da pessoa. No TEA, o nível 1 corresponde a quem necessita de apoio; o nível 2, a quem necessita de apoio substancial; e o nível 3, a quem necessita de apoio muito substancial. Essa organização está no DSM-5 e foi pensada para refletir a intensidade das dificuldades em dois domínios: comunicação/interação social e padrões restritos e repetitivos de comportamento. Por isso, o gabarito B está correto: ele traz exatamente a sequência adotada pelo DSM-5. Se você inverter os níveis, trocar por nomes antigos ou embaralhar a ordem do apoio, a banca costuma considerar erro clássico. Vale lembrar que o termo Síndrome de Asperger não aparece como categoria separada no DSM-5, porque passou a integrar o espectro autista. Em prova, pense assim: nível 1 = apoio; nível 2 = apoio substancial; nível 3 = apoio muito substancial. É uma daquelas questões em que a banca aposta na troca de palavras parecidas para ver se você passou batido.