De acordo com American Heart Association (AHA), estima-se que cerca de uma a cada 100.000 pessoas por ano apresentam quadro de Endocardite Infecciosa (EI). Baseado nos guias mais recentes recomendados pela AHA, é recomendada a profilaxia antimicrobiana antes de procedimentos cirúrgicos em pacientes com as seguintes condições:
- A)transplante renal; endocardite infeccionada prévia; próteses ortopédicas.
Errada, porque transplante renal e prótese ortopédica não são indicações de profilaxia pela AHA, embora a endocardite prévia isoladamente seja.
- B)endocardite infeccionada prévia; válvulas cardíacas protéticas; próteses ortopédicas.
Errada, porque próteses ortopédicas não entram nas indicações atuais de profilaxia, mesmo com endocardite prévia e válvula protética.
- C)transplante cardíaco com insuficiência valvar; próteses ortopédicas; endocardite infeccionada prévia.
Errada, porque prótese ortopédica não é indicação e a redação correta da condição é transplante cardíaco com valvulopatia, não apenas transplante cardíaco em geral.
- D)válvulas cardíacas protéticas; endocardite infeccionada prévia; transplante cardíaco com insuficiência valvar.
Certa, porque válvulas cardíacas protéticas, endocardite infecciosa prévia e transplante cardíaco com insuficiência valvar são indicações reconhecidas pela AHA.
Gabarito: D
A profilaxia antimicrobiana para endocardite infecciosa, segundo as recomendações mais recentes da American Heart Association (AHA), ficou bem mais restrita. Hoje, ela não é indicada para qualquer paciente com risco cardiovascular, e sim para grupos bem específicos, quando houver procedimento odontológico com manipulação de gengiva, região periapical ou perfuração da mucosa oral. Os principais pacientes que devem receber profilaxia são: aqueles com válvulas cardíacas protéticas, história prévia de endocardite infecciosa, algumas cardiopatias congênitas de alto risco e transplantados cardíacos que desenvolvam valvulopatia. O raciocínio é simples: são situações em que uma bacteremia transitória pode causar um estrago maior no coração já vulnerável. Na questão, a letra D traz exatamente três indicações clássicas de profilaxia: válvulas cardíacas protéticas, endocardite infecciosa prévia e transplante cardíaco com insuficiência valvar. Isso bate com os guias da AHA, que ainda mantêm esses cenários como os de maior risco para desfecho grave se houver infecção. Já próteses ortopédicas e transplante renal não entram nessa lista. Então, se você viu algo fora do coração, desconfie: a AHA não abre a porteira para qualquer prótese ou transplante. O gabarito é D porque reúne apenas condições cardiológicas realmente contempladas pelas recomendações.