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Odontologia · FGV · 2025

Questão comentada de Odontologia

Em maio de 2021, a Associação Americana do Coração atualizou as recomendações de 2007 sobre profilaxia antibiótica antes de procedimentos odontológicos para prevenção de endocardite infecciosa. Foram mantidas as indicações para pacientes portadores de válvulas cardíacas protéticas, com histórico prévio de endocardite, que sofreram transplante cardíaco com função anormal de válvula cardíaca e alguns casos de doença cardíaca congênita cianótica. Em um paciente que necessite de profilaxia antibiótica antes de um procedimento odontológico e que seja alérgico a penicilinas, a opção antibiótica para administração via oral é:

Gabarito: C

A profilaxia antibiótica para endocardite infecciosa não é para todo mundo, nem para todo procedimento: ela fica reservada aos pacientes de alto risco e apenas quando o procedimento odontológico envolve manipulação de tecido gengival, região periapical ou perfuração da mucosa oral. A atualização da AHA em 2021 manteve esse foco restrito e trouxe também uma mudança importante: a clindamicina saiu das preferências por maior risco de eventos adversos, especialmente colite por Clostridioides difficile. Quando o paciente é alérgico a penicilina e a via é oral, a opção clássica recomendada é um macrolídeo, como a azitromicina. Ela entra exatamente nesse cenário de substituição, por ser via oral e cobrir a necessidade de profilaxia em pacientes selecionados. Em prova, isso costuma aparecer como uma troca simples entre classes: saiu o beta-lactâmico, entra o macrolídeo. Por isso, o gabarito é a letra C. As alternativas com cefazolina e ampicilina não servem para quem tem alergia a penicilina, e a moxifloxacino não faz parte do esquema padrão de profilaxia da AHA. Já a clindamicina, apesar de ter sido muito lembrada no passado, deixou de ser a melhor escolha nas recomendações mais recentes.

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