Os resíduos resultantes do atendimento odontológico devem ser descartados adequadamente, principalmente aqueles que podem representar risco de lesão ou contaminação. Os resíduos que devem ser descartados em recipientes de material rígido com tampa vedável ou em caixa coletora, rotulados com o símbolo de risco biológico são aqueles classificados como
- A)biológicos.
Errada: “biológicos” é uma classificação ampla e não identifica especificamente os resíduos que exigem recipiente rígido por risco de perfuração.
- B)material reciclável.
Errada: material reciclável vai para coleta seletiva, não para caixa coletora com símbolo de risco biológico.
- C)resíduos infectados.
Errada: a expressão é genérica e não corresponde à categoria que exige descarte em recipiente rígido e vedável.
- D)resíduos de insumos.
Errada: resíduos de insumos não são, por si só, a classe indicada para esse tipo de descarte especial.
- E)infectantes contundentes/perfurocortantes.
Certa: resíduos perfurocortantes devem ser descartados em recipiente rígido, resistente à punctura, com tampa vedável e identificação de risco biológico.
Gabarito: E
Na biossegurança odontológica, o descarte correto dos resíduos evita acidentes e reduz risco de contaminação. Nem todo resíduo que parece “perigoso” vai para o mesmo recipiente: cada classe tem sua regra, e a banca adora misturar os nomes para confundir você. Os materiais que oferecem risco de corte ou perfuração, como agulhas, lâminas, ampolas quebradas e outros objetos semelhantes, devem ir para recipiente rígido, resistente à punctura, com tampa vedável ou em caixa coletora própria, sempre identificada com símbolo de risco biológico. A ideia é simples: se o objeto pode furar a luva, a mão ou o saco de lixo, ele não pode ser descartado em lixo comum. Esse cuidado está alinhado às normas de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde, especialmente a RDC ANVISA nº 222/2018 e a Resolução CONAMA nº 358/2005, que tratam da segregação e do acondicionamento dos resíduos de saúde. Em outras palavras, o descarte não é “jogar fora e rezar”; é separar corretamente para proteger a equipe, o paciente e o coletor de lixo. Por isso, a alternativa correta é a que descreve os resíduos perfurocortantes, pois são exatamente os que exigem recipiente rígido e rotulado. A banca costuma trocar esse grupo por nomes genéricos como “biológicos” ou “infectados”, mas aqui o detalhe decisivo é o risco de perfuração, não apenas a contaminação.