As opções a seguir apresentam exemplos de substâncias associadas com o risco aumentado de desenvolver osteonecrose dos maxilares associada a medicamentos, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)zoledronato.
Certa, pois o zoledronato é um bisfosfonato associado ao risco de osteonecrose dos maxilares.
- B)denosumabe.
Certa, porque o denosumabe é um anti-RANKL reconhecido como fator de risco para MRONJ.
- C)bitartarato de potássio.
Errada, pois o bitartarato de potássio não é um medicamento clássico associado à osteonecrose dos maxilares.
- D)risedronato sódico.
Certa, já que o risedronato sódico é um bisfosfonato ligado ao risco de osteonecrose dos maxilares.
- E)romosozumabe.
Certa, porque o romosozumabe também pode ser lembrado entre os fármacos relacionados ao risco de MRONJ.
Gabarito: C
A osteonecrose dos maxilares associada a medicamentos, conhecida como MRONJ, aparece sobretudo em pacientes expostos a fármacos que reduzem a reabsorção óssea. Na prática, os nomes que mais caem são os bisfosfonatos, como o zoledronato e o risedronato, e também os anti-RANKL, como o denosumabe. Em algumas provas, a banca ainda mistura outros agentes ligados ao controle do metabolismo ósseo, como o romosozumabe, para ver se voce está atento ao grupo e não só ao nome bonito da droga. O ponto-chave é lembrar que a MRONJ se associa a medicamentos usados para osteoporose, metástases ósseas e outras condições com forte inibição da remodelação óssea. Por isso, a lista costuma incluir bisfosfonatos intravenosos ou orais de maior impacto, além de terapias alvo como o denosumabe. O risco aumenta especialmente com dose alta, uso prolongado e procedimentos invasivos, como extrações. Já o bitartarato de potássio não tem relação com esse quadro. Ele é um sal de potássio, usado em outros contextos, e não é fármaco clássico associado à osteonecrose dos maxilares. Ou seja, é o intruso da questão, a peça que não combina com o quebra-cabeça farmacológico da MRONJ. Então, o gabarito é a letra C porque ela traz uma substância que não está entre os medicamentos ligados ao aumento do risco de osteonecrose dos maxilares. As outras opções, ao contrário, apontam para fármacos conhecidos nessa associação, especialmente os que interferem na remodelação óssea.