O processo inflamatório intenso da polpa dentária, que não regride após a remoção do agente irritante e apresenta progressão, que pode ser lenta ou rápida, para um estado de necrose pulpar, é chamado de
- A)hiperemia pulpar.
Errada: hiperemia pulpar é um aumento de fluxo sanguíneo inicial e transitório, não um processo inflamatório intenso que progride para necrose.
- B)pulpite reversível.
Errada: pulpite reversível melhora após a remoção do agente irritante e não costuma evoluir para necrose pulpar.
- C)pulpite irreversível.
Certa: descreve inflamação pulpar intensa, sem regressão após retirar o irritante, com possível progressão para necrose.
- D)abscesso perirradicular.
Errada: abscesso perirradicular é uma infecção/inflamação nos tecidos ao redor da raiz, não na polpa dentária.
- E)hipersensibilidade dentinária.
Errada: hipersensibilidade dentinária causa dor curta e desencadeada por estímulos, sem o padrão de inflamação pulpar progressiva descrito.
Gabarito: C
Quando a polpa dentária sofre uma inflamação intensa, o quadro deixa de ser uma irritação passageira e passa a ter evolução própria, muitas vezes com dor espontânea, persistente e difícil de controlar. Nessa fase, mesmo que o agente irritante seja removido, a polpa já entrou em um processo que não volta ao normal com facilidade. Em outras palavras: o tecido “passou do ponto” e a inflamação tende a seguir adiante. É exatamente isso que caracteriza a pulpite irreversível. Ela pode evoluir de forma lenta ou rápida até a necrose pulpar, porque a polpa fica com sua capacidade de reparação comprometida. Por isso, na prática endodôntica, esse diagnóstico costuma indicar necessidade de tratamento endodôntico, já que a simples retirada do estímulo não resolve o problema. A banca FGV gosta dessa distinção clássica: pulpite reversível melhora quando o agente agressor é removido; pulpite irreversível não melhora e costuma progredir. Então, se o enunciado fala em processo inflamatório intenso que não regride e pode evoluir para necrose, o nome técnico é pulpite irreversível. Em termos doutrinários de Endodontia, a lógica é essa mesma: reversibilidade depende da possibilidade de recuperação pulpar após eliminação do fator irritante. Se essa recuperação não ocorre, o quadro deixa de ser reversível e entra na categoria irreversível.