A angina de Ludwig é uma celulite aguda e tóxica causada majoritariamente por infecções de origem odontogênica. Atualmente, com os avanços na prevenção de doenças bucais e antibioticoterapia, essa é uma condição que acarreta risco de vida principalmente em pacientes imunocomprometidos. As fáscias conjuntivas envolvidas na angina de Ludwig são:
- A)canina, bucal e parotídea;
Errada: os espaços canino, bucal e parotídeo não correspondem ao padrão clássico de disseminação da angina de Ludwig.
- B)sublingual, perifaríngea e canina;
Errada: os espaços perifaríngeo, canino e sublingual não formam a tríade anatômica típica dessa infecção.
- C)mastigadora, submandibular e bucal;
Errada: o espaço mastigador e o bucal podem estar envolvidos em outras infecções, mas não definem a angina de Ludwig.
- D)perifaríngea, mastigadora e parotídea;
Errada: perifaríngeo, mastigador e parotídeo apontam para outras infecções cervicofaciais, não para Ludwig.
- E)submandibular, sublingual e submentual.
Certa: a angina de Ludwig compromete classicamente os espaços submandibular, sublingual e submentual.
Gabarito: E
A angina de Ludwig é uma infecção grave, rápida e difusa do assoalho da boca, geralmente de origem odontogênica, com risco importante de obstrução de via aérea. Na prática, pense nela como uma celulite que não fica “presa” em um abscesso bem delimitado, mas se espalha pelos espaços faciais do pescoço e da região submandibular. O ponto-chave da anatomia aqui é que ela acomete principalmente os espaços submandibular, sublingual e submentual. Esses compartimentos se comunicam e permitem a disseminação da infecção a partir de dentes inferiores, sobretudo molares, o que explica o quadro de edema duro, dor, elevação da língua e dificuldade para engolir e respirar. Por isso, o gabarito é a letra E. A combinação submandibular + sublingual + submentual é a descrição clássica da angina de Ludwig na literatura de Patologia Oral e Maxilofacial e em semiologia de infecções cervicofaciais. O nome assusta, e com razão: o problema maior não é só a infecção, mas a chance de comprometer a via aérea se houver progressão. Em provas, a banca costuma misturar espaços faciais da face com os do assoalho da boca. Então vale fixar: Ludwig não é sinônimo de espaço canino, bucal ou mastigador. Aqui, o cenário é o assoalho oral e o pescoço anterior, com aquela aparência clássica de “língua empurrada para cima” e pescoço endurecido.