A mucosite oral pode ocorrer como consequência de um quadro inflamatório decorrente dos efeitos citotóxicos oriundos de quimioterapia e/ou radioterapia, cuja evolução para ulcerações pode acarretar alta morbidade ao paciente. A terapia com laser de baixa potência tem se destacado nos últimos anos como uma opção na prevenção e tratamento da mucosite oral, principalmente em função de suas propriedades de estímulo ao reparo tecidual, sem acarretar efeitos colaterais significativos. Sobre os efeitos do laser de baixa potência na mucosite oral associados à quimioterapia, a maior eficácia da terapia ocorre quando as lesões:
- A)se encontram na fase de eritema;
Certa: o laser de baixa potência tem maior eficácia quando aplicado na fase de eritema, antes da ulceração se instalar.
- B)estão em fase de úlceras individuais;
Errada: a fase de úlcera individual já representa lesão mais avançada, com menor resposta preventiva ao laser.
- C)estão cobertas por pseudomembranas;
Errada: pseudomembrana costuma indicar mucosite mais evoluída, não sendo o momento de maior eficácia.
- D)se apresentam como úlceras coalescidas;
Errada: úlceras coalescidas correspondem a quadro mais extenso e grave, com pior prognóstico local.
- E)apresentam superfície sangrante ao toque.
Errada: sangramento ao toque sugere lesão muito inflamada e ulcerada, fase tardia para melhor resposta terapêutica.
Gabarito: A
A mucosite oral é uma inflamação da mucosa que costuma aparecer durante quimioterapia e radioterapia, começando muitas vezes com vermelhidão, ardor e sensibilidade antes de virar ulceração. Nessa fase inicial, o tecido ainda está em sofrimento, mas não houve perda tão extensa da superfície, então ele responde melhor às terapias de suporte, inclusive ao laser de baixa potência. É como agir antes do estrago virar “buraco grande”: fica mais fácil conter a lesão e estimular reparo. O laser de baixa potência ajuda porque reduz inflamação, alivia dor e favorece a cicatrização, sem produzir calor relevante nem efeito destrutivo. Na prática clínica e nas recomendações de protocolos de mucosite, ele é mais eficiente quando aplicado precocemente, logo no eritema, antes que a lesão evolua para úlcera, pseudomembrana ou sangramento. Depois que a mucosa já ulcerou, o quadro tende a ser mais grave e a resposta costuma ser menos favorável. Por isso, o gabarito é a alternativa A: a maior eficácia ocorre quando as lesões estão na fase de eritema. Essa é a janela em que a intervenção tem melhor custo-benefício clínico, porque atua no início do processo inflamatório e pode reduzir a progressão da mucosite. Em resumo: pensou em laser de baixa potência na mucosite, pense em prevenção e fase inicial. Quanto mais cedo a aplicação, melhor o resultado para o paciente.