Um paciente de 8 anos de idade é levado ao consultório pelo seu responsável para um exame odontológico de rotina, sem queixas principais específicas. Ao exame clínico, notou-se uma dentição mista hígida, com incisivos superiores e inferiores irrompidos, e primeiros molares permanentes em relação de topo a topo. No entanto, percebeu-se a esfoliação precoce do elemento 73, provavelmente em decorrência de discrepâncias de tamanho dentário e erupção ectópica do elemento 32. Algumas consequências da perda precoce de um canino decíduo no desenvolvimento da oclusão durante a dentição mista são:
- A)a perda considerável de perímetro do arco inferior causada pelo colapso lingual do segmento dentário posterior;
Errada, porque a perda de espaço ocorre principalmente no segmento anterior e no lado da perda, não por colapso lingual do segmento posterior.
- B)a perda de perímetro do arco inferior no lado afetado associada ao desenvolvimento de mordida aberta anterior;
Errada, porque a perda de perímetro até pode ocorrer, mas mordida aberta anterior não é a consequência típica da perda precoce de canino decíduo.
- C)o deslocamento da linha média dentária em direção ao lado da perda e o colapso lingual do segmento dentário anterior;
Certa, pois a perda precoce do canino decíduo favorece migração dentária com desvio da linha média para o lado da perda e colapso lingual do segmento anterior.
- D)o atraso da época de erupção do sucessor permanente no lado afetado e desenvolvimento de mordida aberta anterior;
Errada, porque a perda precoce do canino decíduo não costuma atrasar a erupção do sucessor permanente nem provocar mordida aberta anterior como efeito esperado.
- E)a impacção do sucessor permanente, com deslocamento da linha média dentária em direção contrária ao lado da perda.
Errada, porque a impacção do sucessor permanente e o desvio da linha média para o lado oposto não são consequências típicas da perda precoce do canino decíduo.
Gabarito: C
Na dentição mista, a perda precoce de um canino decíduo costuma bagunçar o equilíbrio do arco, porque esse dente ajuda a manter o espaço e a guiar a posição dos dentes vizinhos. Quando ele some cedo demais, os dentes ao lado tendem a migrar em direção ao espaço vazio, e isso pode alterar a linha média para o lado da perda. É como tirar uma peça de apoio de uma fileira: o conjunto até fica em pé, mas começa a “andar” para o lado.