Assinale a opção que indica a medida que pode ser utilizada para a diminuição dos microorganismos presentes nos aerossóis produzidos durante o atendimento odontológico.
- A)Utilizar o ultrassom.
Errada, porque o ultrassom tende a gerar mais aerossóis, em vez de diminuir os microrganismos presentes neles.
- B)Trabalhar sem isolamento.
Errada, pois trabalhar sem isolamento aumenta a dispersão de saliva e partículas contaminadas.
- C)Não utilizar a bomba à vácuo.
Errada, porque a bomba a vácuo ajuda a reduzir a dispersão de aerossóis e sua ausência piora o controle da contaminação.
- D)Orientar o paciente a cuspir periodicamente durante o atendimento.
Errada, já que cuspir periodicamente não reduz a carga microbiana e ainda pode aumentar a dispersão de gotículas.
- E)Bochechar com solução antisséptica de clorexidina, antes do atendimento.
Certa, porque o bochecho com clorexidina antes do atendimento reduz a carga microbiana na cavidade oral e, assim, a contaminação do aerossol.
Gabarito: E
Em biossegurança odontológica, o objetivo é simples: reduzir a chance de o aerossol virar um “carregador” de microrganismos pelo consultório inteiro. Como muitos procedimentos geram respingos e aerossóis, a prevenção começa antes mesmo de o paciente sentar na cadeira, com medidas que diminuem a carga microbiana da boca. Uma estratégia clássica é o bochecho pré-procedimento com antisséptico, como a clorexidina. Ele não elimina todos os microrganismos, mas reduz a quantidade presente na saliva e nos fluidos orais, o que ajuda a diminuir a contaminação do aerossol produzido durante o atendimento. Em prova, quando a banca fala em “diminuição dos microorganismos presentes nos aerossóis”, pense em redução da carga microbiana antes do procedimento. Por isso o gabarito é a alternativa E. O uso de antisséptico oral antes do atendimento é uma medida amplamente ensinada em biossegurança e controle de infecção, especialmente em procedimentos geradores de aerossóis. A lógica é preventiva: menos microrganismos na cavidade oral, menor contaminação do aerossol. As demais opções fazem o caminho contrário ou são irrelevantes para o controle do aerossol. A FGV gosta de trocar uma medida de proteção por outra que parece “procedimental”, mas não reduz a carga microbiana. Aqui, o macete é lembrar: antes do atendimento, antissepsia; durante o atendimento, barreiras e aspiração; e sempre, proteção e isolamento quando indicados.