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Odontologia · FGV · 2025

Questão comentada de Odontologia

Restaurações diretas em compósitos para dentes anteriores são procedimentos comuns na clínica diária; porém, uma das etapas mais desafiadoras é a mimetização das cores no elemento a ser reconstruído. Erros na luminosidade das restaurações ocorrem quando o cirurgião-dentista:

Gabarito: E

Na estratificação de compósitos para dentes anteriores, o segredo para imitar bem o dente não é só acertar a cor “bonita” no olho. Em odontologia restauradora, a luminosidade corresponde ao valor, isto é, ao grau de claro ou escuro da restauração, e é um dos fatores mais perceptíveis pelo paciente e pela banca da prova. Quando o profissional erra a espessura das camadas de resina de dentina e esmalte, ele altera a passagem e a reflexão da luz. Se a dentina fica fina demais ou o esmalte é aplicado em excesso, a restauração pode ficar mais opaca, muito clara, acinzentada ou sem profundidade. Em outras palavras, a camada errada bagunça o jogo da luz e derruba a luminosidade final. Por isso, a técnica de estratificação não é enfeite: cada camada tem função óptica específica. A dentina contribui mais para a opacidade e a cor, enquanto o esmalte influencia a translucidez e o acabamento visual. Pequenas diferenças de espessura já mudam o resultado, como trocar a iluminação de uma sala e esperar que a cor continue igual. Assim, o gabarito é a alternativa E, porque o erro na espessura das camadas de resina para dentina e esmalte interfere diretamente no valor/luminosidade da restauração. Esse é um ponto clássico da literatura de materiais odontológicos e de estética restauradora: a aparência final depende tanto do material quanto da sua disposição em camadas.

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