No caso de uma restauração, cujo término esteja localizado abaixo da margem gengival, deve ser feita uma adequada avaliação da relação entre o nível apical do preparo e os tecidos periodontais de inserção. Esse procedimento visa evitar o(a)
- A)sobrecontorno.
Errada, porque sobrecontorno é defeito de forma da restauração, mas não é o foco principal da avaliação descrita no enunciado.
- B)falta de material.
Errada, pois a falta de material se relaciona a subcontorno ou restauração insuficiente, não à relação com o tecido periodontal de inserção.
- C)crescimento gengival.
Errada, porque crescimento gengival não é o objetivo imediato dessa checagem; o problema central é o respeito ao limite biológico.
- D)polimento inadequado.
Errada, já que polimento inadequado é falha de acabamento, sem relação direta com a posição do término do preparo em relação ao periodonto.
- E)invasão do espaço dos tecidos de inserção supracrestais.
Certa, porque a avaliação da profundidade do término subgengival serve para não invadir o espaço supracrestal de inserção periodontal.
Gabarito: E
Quando uma restauração termina abaixo da margem gengival, não basta "esconder a borda" e pronto. Você precisa avaliar a distância entre o término do preparo e o tecido de inserção periodontal, porque essa região tem um limite biológico que não deve ser invadido. Se o preparo avançar demais para dentro dessa área, o periodonto sente a agressão e pode responder com inflamação, sangramento e perda de saúde gengival. Esse espaço é conhecido, na prática, como espaço supracrestal de inserção, antigamente chamado de largura biológica. Ele inclui a inserção conjuntiva e o epitélio juncional, e deve ser respeitado para que a restauração não interfira no periodonto. Por isso, antes de finalizar o caso, o profissional mede e planeja a localização da margem, especialmente quando ela fica subgengival. O gabarito é a letra E porque o objetivo dessa avaliação é justamente evitar a invasão do espaço dos tecidos de inserção supracrestais. Se isso ocorre, a tendência é surgir desconforto periodontal e dificuldade de manutenção da higiene, além de piora da adaptação tecidual ao redor da restauração. Em resumo: margem subgengival não é problema por si só, mas exige respeito ao limite biológico. Em Odontologia restauradora, a regra é simples e bem conhecida na doutrina: o material pode até entrar no território da gengiva, mas não pode atropelar o território de inserção periodontal.