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Odontologia · FGV · 2025

Questão comentada de Odontologia

Um defeito congênito de esmalte muito comum atualmente é a hipomineralização molar-incisivo (HMI). A forma clássica dos defeitos envolve os primeiros molares permanentes, podendo ou não estar associada aos incisivos permanentes. A HMI é causa frequente de queixas estéticas pelos pacientes e sintomatologia dolorosa nos elementos afetados. Define-se a HMI como um defeito:

Gabarito: E

A hipomineralização molar-incisivo (HMI) é um defeito qualitativo do esmalte, ou seja, o esmalte até se forma, mas com mineralização deficiente e aparência alterada. Por isso, o dente nasce com opacidades demarcadas, que costumam variar de branco-creme a amarelo-acastanhado, e essas áreas podem se fraturar depois da erupção, gerando sensibilidade e dor. É aquele cenário clássico em que o paciente chega reclamando da estética e você já suspeita de dente “bonito só de longe”. O ponto central para reconhecer a HMI é que o problema acontece na fase de mineralização/maturação do esmalte, afetando principalmente primeiros molares permanentes e, às vezes, incisivos permanentes. Não se trata de defeito quantitativo, porque a espessura do esmalte não é o problema principal. O que existe é esmalte com qualidade ruim, mais poroso e menos resistente, que pode quebrar e expor dentina após a erupção. Por isso, a alternativa E está correta: ela descreve exatamente um defeito qualitativo na formação do esmalte, com opacidades que podem evoluir para perda de estrutura. Esse é o retrato clássico da HMI, bem cobrado em patologia oral e odontopediatria. Como ideia prática: pense em “opacidade primeiro, quebra depois”. Já os defeitos quantitativos lembram mais hipoplasia, em que falta esmalte desde a formação. Na HMI, o esmalte existe, mas veio “fraco de fábrica”.

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