Convencionalmente, uma restauração de compósito é construída em incrementos, polimerizados sequencialmente, pois a profundidade limitada de polimerização dos compósitos odontológicos convencionais (geralmente não superior a 2 ou 2,5 mm) assim exige. Correspondem a uma classificação de compósitos restauradores que apresentam, como uma de suas vantagens, maior profundidade de polimerização, os compósitos do tipo:
- A)opaco;
Errada, porque compósitos opacos tendem a dificultar a passagem de luz, o que não favorece maior profundidade de polimerização.
- B)bioativo;
Errada, pois materiais bioativos têm outra proposta funcional, relacionada à interação com o meio, e não são a classificação clássica ligada a maior profundidade de cura.
- C)silorano;
Errada, porque os compósitos de silorano ficaram conhecidos mais por menor contração de polimerização, não por serem a resposta típica de maior profundidade de polimerização.
- D)autoadesivo;
Errada, já que autoadesivo se refere principalmente ao sistema de adesão, e não a uma categoria de compósito com maior profundidade de polimerização.
- E)preenchimento único.
Certa, porque os compósitos de preenchimento único (bulk fill) foram desenvolvidos para permitir maiores incrementos e melhor polimerização em profundidade.
Gabarito: E
Na odontologia restauradora, os compósitos convencionais costumam ser inseridos em incrementos justamente porque a luz de polimerização não consegue endurecer bem camadas muito espessas, em geral acima de 2 a 2,5 mm. Se você colocar material demais de uma vez, a parte de baixo pode ficar com polimerização insuficiente, o que compromete resistência, adaptação e até aumenta desgaste e infiltração. É o tipo de detalhe que a prova adora: parece só técnica operatória, mas cai como conceito de material. Entre as classificações de compósitos, os de preenchimento único foram desenvolvidos para permitir inserção em maiores espessuras, com maior profundidade de polimerização. A ideia é reduzir o trabalho em camadas sem sacrificar tanto a cura do material. Por isso, eles são lembrados justamente como uma alternativa prática ao protocolo incremental clássico. A lógica aqui é simples: se o compósito convencional exige incrementos pequenos, o compósito de preenchimento único é aquele que veio para aceitar incrementos maiores. Então, quando a questão pergunta qual classe apresenta como vantagem maior profundidade de polimerização, ela está apontando para esses materiais de bulk fill, ou preenchimento único. Em resumo, o gabarito E está correto porque essa categoria foi criada para permitir maior espessura por incremento e melhor polimerização em profundidade, ao contrário dos compósitos convencionais. Não é mágica, é química de material com foco em praticidade clínica.