As opções a seguir apresentam exemplos de fatores que podem ser levados em consideração para estimar o risco individual de cárie de um paciente, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)Quantidade de biofilme.
Correta, porque a quantidade de biofilme está diretamente relacionada ao acúmulo de microrganismos e ao risco de desmineralização.
- B)Presença de bactérias cariogênicas.
Correta, pois a presença de bactérias cariogênicas, como estreptococos do grupo mutans, aumenta o potencial de desenvolvimento de cárie.
- C)Dureza das cerdas da escova dental.
Errada, porque a dureza das cerdas da escova dental não é fator clássico de estimativa de risco de cárie, embora influencie a higiene e a abrasão.
- D)Frequência de ingestão de carboidratos.
Correta, já que a frequência de ingestão de carboidratos aumenta os episódios de queda de pH e favorece a cárie.
- E)Composição da dieta.
Correta, pois a composição da dieta interfere na quantidade de açúcares fermentáveis e na capacidade de promover desmineralização.
Gabarito: C
Na estimativa do risco individual de cárie, o foco está em tudo aquilo que aumenta a desmineralização ou dificulta a proteção natural da boca. Por isso, entram na conta fatores como quantidade de biofilme, presença de bactérias cariogênicas, frequência de ingestão de carboidratos e composição da dieta. Em resumo: quanto mais “combustível” para as bactérias e mais placa acumulada, maior a chance de cárie aparecer ou progredir. Esse raciocínio é bem alinhado aos modelos clássicos de risco de cárie, que consideram dieta, biofilme, exposição ao flúor, saliva e histórico de doença. A ideia não é adivinhar o futuro com bola de cristal, mas juntar sinais clínicos e comportamentais para estimar a probabilidade de novas lesões. É um olhar preventivo, e não só “consertar o dente depois”. O gabarito é a letra C porque a dureza das cerdas da escova dental não é um fator usado para estimar risco individual de cárie. Ela pode influenciar conforto, abrasão e técnica de higiene, mas não é um critério clássico de risco cariogênico. Em prova, a banca gosta desse truque: coloca um item de higiene geral no meio de fatores realmente ligados à doença. Então, se a pergunta é sobre risco de cárie, pense nos elementos que favorecem a doença ou protegem contra ela. A escova importa para a higiene, claro, mas a dureza das cerdas não entra como variável típica de avaliação de risco.