A osteíte alveolar é uma complicação dolorosa que pode acontecer após exodontias. O curso clínico da condição mostra que a dor se desenvolve no terceiro ou quarto dia após a remoção do dente e ocorre principalmente em molares inferiores. Durante o exame, o alvéolo dental parece estar vazio, com um coágulo de sangue parcial ou completamente perdido, e algumas superfícies ósseas do alvéolo apresentam-se expostas. Além de dor moderada a intensa, apresenta-se como sintomatologia clínica dessa condição:
- A)trismo mandibular;
Errada: trismo pode ocorrer em pós-operatório ou infecção, mas não é o sinal clínico típico da osteíte alveolar.
- B)parestesia no local da exodontia;
Errada: parestesia indica lesão ou irritação nervosa, e não a apresentação habitual da alveolite seca.
- C)halitose e gosto desagradável na cavidade bucal;
Certa: halitose e gosto desagradável na cavidade bucal são achados clássicos da osteíte alveolar.
- D)sangramento pequeno e contínuo do alvéolo afetado;
Errada: sangramento pequeno e contínuo sugere distúrbio hemostático ou falha na cicatrização, não o quadro típico da condição.
- E)presença de abscesso gengival e fístula na região afetada.
Errada: abscesso gengival e fístula indicam infecção supurativa, diferente da osteíte alveolar, que costuma ter alvéolo vazio e sem pus.
Gabarito: C
A osteíte alveolar, também chamada de alveolite seca, é uma complicação bem clássica após exodontias, principalmente em molares inferiores. O quadro costuma aparecer entre o 3º e o 4º dia, com dor forte e desproporcional ao exame, porque o alvéolo perde o coágulo e fica praticamente “seco”, com áreas ósseas expostas. O ponto mais cobrado é que a dor não vem sozinha: é comum haver halitose e gosto ruim na boca, justamente pela decomposição do coágulo e pela exposição do osso. É aquele tipo de pós-operatório em que o paciente volta reclamando que “está piorando”, em vez de melhorar, o que já acende a luz amarela. Por isso, a alternativa correta é a letra C. Halitose e gosto desagradável são sinais bem típicos de osteíte alveolar e ajudam a diferenciar essa condição de outras intercorrências pós-operatórias. Em prova, a banca gosta desse padrão clínico: dor tardia, alvéolo vazio, osso exposto e mau cheiro/gosto ruim. As demais opções apontam para complicações diferentes: trismo é limitação de abertura bucal, parestesia sugere lesão nervosa, sangramento persistente lembra hemorragia pós-exodontia e abscesso com fístula é infecção purulenta, não o quadro clássico da alveolite.