O tratamento de emergência envolve o reposicionamento dos segmentos o mais próximo possível e a esplintagem aos dentes adjacentes por 2 a 4 semanas nos casos de
- A)fratura radicular.
Certa, porque a fratura radicular pede reposicionamento dos fragmentos e estabilizacao por 2 a 4 semanas quando ha deslocamento.
- B)fratura coronária com exposição pulpar.
Errada, porque a fratura coronaria com exposicao pulpar exige manejo pulpar/endodontico, nao essa conduta de reposicionamento e esplintagem dos segmentos.
- C)subluxação.
Errada, porque a subluxacao geralmente e tratada com controle, orientacao e, se preciso, esplintagem leve, sem reposicionamento de segmentos fraturados.
- D)luxação intrusiva.
Errada, porque a luxacao intrusiva tem protocolo proprio de reposicionamento, muitas vezes ortodontico ou cirurgico, e nao corresponde a descricao do enunciado.
- E)concussão.
Errada, porque a concussao nao envolve deslocamento dentario, entao nao ha segmento para reposicionar nem necessidade tipica de esplintagem.
Gabarito: A
Nas urgencias endodonticas e traumatologicas, o tratamento depende do tipo de lesao. Quando existe fratura radicular, a conduta inicial costuma ser reposicionar os fragmentos o mais anatomico possivel e estabilizar com esplintagem por 2 a 4 semanas, para permitir cicatrizacao e reduzir mobilidade. Pense assim: aqui o dente foi “quebrado no meio”, entao o segredo e alinhar e segurar, sem exagerar na força. Essa esplintagem por curto periodo faz sentido porque a fratura radicular, especialmente quando ha deslocamento, precisa de imobilizacao temporaria para favorecer reparo dos tecidos periodontais e da polpa, quando ainda viavel. O objetivo nao e deixar o dente preso por muito tempo, porque isso pode atrapalhar a reparacao e aumentar risco de anquilose ou reabsorcao. Por isso o gabarito e a alternativa A. As outras lesoes traumáticas nao seguem a mesma conduta: subluxacao geralmente pede apenas controle e, quando necessario, estabilizacao leve; concussao nem costuma exigir esplintagem; fratura coronaria com exposicao pulpar tem foco em protecao pulpar/endodontia; e luxacao intrusiva segue protocolo proprio, muitas vezes com reposicionamento ortodontico ou cirurgico, nao sendo o quadro classico descrito no enunciado. Em provas, a banca gosta de misturar as luxacoes e as fraturas para ver se voce sabe que a frase sobre reposicionamento dos segmentos e esplintagem por 2 a 4 semanas aponta para fratura radicular, e nao para qualquer trauma dental com mobilidade.