Os pinos pré-fabricados não metálicos são removidos do interior dos canais radiculares por
- A)tração simples.
Errada, porque a tração simples geralmente não vence a retenção dos pinos pré-fabricados não metálicos dentro do canal.
- B)tração simples combinada com utilização de solvente.
Errada, pois solvente não é o método típico para remover pinos não metálicos; a remoção depende mais de desgaste mecânico.
- C)tração com o dispositivo pequeno gigante.
Errada, essa denominação não corresponde ao procedimento clássico de remoção de pinos pré-fabricados não metálicos.
- D)desgaste.
Certa, porque esses pinos são removidos principalmente por desgaste, com instrumentação que vai desadaptação e liberando o pino.
- E)utilização de solvente.
Errada, já que a utilização de solvente não é a forma adequada de retirar pinos pré-fabricados não metálicos do canal.
Gabarito: D
Os pinos pré-fabricados não metálicos, em geral de fibra, não são retirados do canal radicular como se fossem um parafuso que sai na base da tração. Eles costumam estar aderidos ao cimento e ao restante da estrutura, então a remoção depende de desgastar o material com pontas e brocas apropriadas, até criar um caminho de acesso e liberar o pino. É um trabalho mais de "lixamento estratégico" do que de força bruta. Na prática clínica, a ideia central é simples: pino não metálico não responde bem a solvente, porque sua retenção não se resolve por dissolução como em certos materiais resinosos. Também não é esperado que a remoção ocorra por tração simples, já que a adaptação e a cimentação tornam essa tentativa ineficiente e até arriscada para fraturar a raiz. Por isso, o gabarito D está correto: o método mais indicado é o desgaste, com remoção gradual do material até a desadaptação do pino. Em provas de Odontologia Pré-Clínica, a banca costuma cobrar essa lógica operacional da técnica, mais do que detalhes excessivamente complexos. Pense assim: se não sai puxando e não dissolve, sobra ir "comendo" o pino com desgaste controlado.