A união de dois dentes decíduos ou permanentes que se desenvolveram de forma independente, quase sempre limitada a dentes anteriores, apresentando câmaras pulpares e canais radiculares separados pode ser corretamente classificada como
- A)odontoma.
Odontoma é uma lesão odontogênica tumoral/hamartomatosa, não a união de dois dentes desenvolvidos separadamente.
- B)fusão.
Correta: fusão é a união de dois dentes formados independentemente, frequentemente em dentes anteriores, podendo manter câmaras pulpares e canais separados.
- C)geminação.
Geminação ocorre quando um único germe dentário tenta se dividir, geralmente com número de dentes preservado, o que não é o caso descrito.
- D)dens in dente.
Dens in dente é uma invaginação do esmalte e da dentina para o interior do dente, e não a união de dois dentes.
- E)hipofosfatasia.
Hipofosfatasia é uma doença metabólica com alteração da mineralização óssea e dentária, sem relação com união dentária.
Gabarito: B
A questão descreve a união de dois dentes que se formaram separadamente, algo que em patologia dentária recebe o nome de fusão. Em geral, esse achado aparece nos dentes anteriores e pode gerar a impressão de um dente “a mais ou diferente”, mas o detalhe decisivo é que houve a união de dois germes dentários distintos. Na fusão, como a união acontece entre dentes que se desenvolveram independentemente, o número de dentes na arcada pode ficar reduzido em relação ao esperado. Por isso, a radiografia costuma ajudar bastante: ela mostra que existem estruturas pulpares e canais radiculares separados, como o enunciado destacou. Esse é justamente o ponto-chave para diferenciar de geminação. Na geminação, um único germe tenta se dividir e o número de dentes tende a permanecer normal. Já na fusão, são dois germes que se juntam, o que combina exatamente com a descrição da questão. Então, o gabarito é a letra B. Não é um detalhe de decoreba pura, é a clássica diferença entre “um virou dois” e “dois viraram um” - e aqui foi o segundo caso.