As técnicas para a gestão comportamental são empregadas para estabelecer a confiança entre a criança e o odontopediatra para a diminuição do medo e da ansiedade frente ao tratamento odontológico. Assinale a opção que indica a técnica não aversiva que pode ser aplicada em um paciente de potencialmente colaborador.
- A)Sedação inalatória.
Errada: a sedação inalatória é uma técnica farmacológica, não aversiva, mas não é a opção clássica indicada para um paciente potencialmente colaborador como primeira escolha.
- B)Controle de voz.
Errada: controle de voz é técnica de manejo comportamental, porém pode assumir caráter diretivo e não é a resposta mais adequada quando a questão pede uma técnica não aversiva específica.
- C)Estabilização protetiva.
Errada: estabilização protetiva envolve restrição física e, por isso, não é considerada uma técnica não aversiva.
- D)Anestesia geral.
Errada: anestesia geral é um recurso de maior complexidade e não se enquadra como técnica comportamental não aversiva para paciente colaborador.
- E)Dizer-Mostrar-Fazer.
Certa: Dizer-Mostrar-Fazer é uma técnica clássica, não aversiva, muito usada em pacientes potencialmente colaboradores para reduzir medo e facilitar a adaptação ao tratamento.
Gabarito: E
Na odontopediatria, as técnicas de manejo comportamental servem para criar vínculo, reduzir medo e aumentar a cooperação da criança durante o atendimento. Em geral, quando o paciente é potencialmente colaborador, o ideal é começar pelas técnicas não aversivas, isto é, aquelas que orientam e conduzem o comportamento sem apelo coercitivo ou restrição física. É aqui que entra o famoso Dizer-Mostrar-Fazer: você explica o procedimento em linguagem simples, mostra o que vai usar de forma adaptada à idade e depois realiza o atendimento. Parece básico, mas funciona muito bem porque diminui a novidade e a ansiedade. As técnicas como sedação, anestesia geral, controle de voz mais rígido ou estabilização protetiva são reservadas para situações específicas, com indicações próprias e maior grau de intervenção, não sendo a primeira escolha para um paciente colaborador.