Com relação à osteonecrose dos maxilares associada a medicamentos (MRONJ), assinale a afirmativa correta.
- A)O tratamento é fácil e previsível.
Errada, porque o tratamento da MRONJ não é simples nem plenamente previsível.
- B)O alendronato de cálcio e o denosumabe são as drogas mais associadas com MRONJ.
Errada, porque os fármacos mais associados são principalmente os bisfosfonatos intravenosos e o denosumabe, não essa formulação citada como está na alternativa.
- C)A prevalência é maior com o uso injetável de bisfosfonatos do que via oral.
Certa, pois a prevalência de MRONJ é maior com bisfosfonatos injetáveis do que com a via oral.
- D)A dosagem sanguínea do marcador CTX permite identificar com precisão pacientes de alto risco.
Errada, porque o CTX não permite identificar com precisão pacientes de alto risco para MRONJ.
- E)É uma área de osso exposto na região maxilofacial que não sofre reparação em um intervalo de 8 semanas em paciente que tenha sofrido radioterapia na cabeça e pescoço.
Errada, porque descreve osteorradionecrose, relacionada à radioterapia, e não MRONJ.
Gabarito: C
A osteonecrose dos maxilares associada a medicamentos (MRONJ) é uma complicação conhecida, mas não exatamente “fácil e previsível” - na prática, ela costuma exigir manejo cuidadoso, controle de infecção, higiene local e, em alguns casos, cirurgia. Ela aparece principalmente em pacientes expostos a fármacos antirreabsortivos e antiangiogênicos, como bisfosfonatos e denosumabe. O ponto central da questão é o risco maior com bisfosfonatos de uso injetável, especialmente os intravenosos, em comparação com a via oral. Isso acontece porque a exposição sistêmica é maior, o efeito no tecido ósseo é mais intenso e o acúmulo no osso costuma ser mais significativo. Por isso, a alternativa C está correta. As provas adoram misturar os nomes dos medicamentos e os tipos de osteonecrose. Fique atento: MRONJ é ligada a fármacos; já a osteorradionecrose está ligada à radioterapia. São problemas parecidos no cenário clínico, mas com causas diferentes. Outro detalhe importante: não existe marcador sanguíneo, como o CTX, com precisão confiável para “carimbar” risco alto de MRONJ. Então, quando a banca tenta vender exame laboratorial como bola de cristal, desconfie. O raciocínio clínico e a história medicamentosa pesam muito mais.