Em relação à osteotomia sagital da mandíbula, nos casos de cirurgia ortognática, assinale a afirmativa correta.
- A)É indicada somente para avanços de até 8mm.
Errada: a osteotomia sagital não é limitada apenas a avanços de até 8 mm, pois sua indicação é bem mais ampla.
- B)Foi criada por Dal Pont e modificada por Obwergeiser, diminuindo sua área total de osteotomia, facilitando sua execução.
Errada: Dal Pont não diminuiu a área total da osteotomia; suas modificações ampliaram o contato ósseo e ajudaram na estabilidade.
- C)Popularizou-se devido à sua versatilidade, permitindo inúmeros movimentos tridimensionais.
Certa: a técnica ficou consagrada pela versatilidade, permitindo correções mandibulares em múltiplos planos e movimentos tridimensionais.
- D)Não é indicada para recuos mandibulares devido às interferências causadas neste movimento.
Errada: ela pode sim ser usada para recuos mandibulares, sendo um dos usos clássicos da técnica na cirurgia ortognática.
- E)Não é indicada para correção de assimetrias mandibulares devido às interferências ósseas em movimentos laterais.
Errada: a osteotomia sagital também é indicada para correção de assimetrias mandibulares, justamente por permitir ajustes laterais e rotacionais.
Gabarito: C
A osteotomia sagital da mandíbula é uma das estrelas da cirurgia ortognática porque permite mobilizar o segmento mandibular com boa previsibilidade e adaptar a correção ao caso real do paciente. Em vez de servir para um único tipo de movimento, ela é conhecida justamente pela versatilidade: pode corrigir avanço, recuo e desvios laterais, com ajustes finos em 3 dimensões. A técnica clássica foi descrita por Trauner e Obwegeser e depois sofreu modificações, especialmente com Dal Pont, que ampliou a área de contato ósseo e facilitou a estabilidade do procedimento. Ou seja, a ideia não foi “encolher” a osteotomia, mas torná-la mais funcional e previsível. Por isso o gabarito está na alternativa C: a osteotomia sagital se popularizou porque permite inúmeros movimentos tridimensionais, o que é ótimo para corrigir deformidades mandibulares de forma personalizada. Na prática, ela é muito útil quando o planejamento precisa combinar avanço, recuo, rotação e correção de assimetria. Em prova, desconfie de afirmações muito absolutas, como “só pode até tantos milímetros” ou “não serve para determinado movimento”. Cirurgia ortognática gosta de nuance, e a banca costuma cobrar exatamente essa capacidade de adaptação da técnica.