Segundo a classificação das doenças e condições periodontais, proposta pelo World Workshop de 2017, ao mensurar o grau da periodontite, o risco de impacto sistêmico da mesma pode ser estimado pela mensuração da
- A)contagem de plaquetas.
Errada, porque a contagem de plaquetas não é o marcador usado para estimar o impacto sistêmico da periodontite.
- B)contagem de leucócitos.
Errada, porque a contagem de leucócitos é inespecífica e não é o parâmetro clássico citado nessa classificação.
- C)troponina.
Errada, porque troponina é marcador de lesão miocárdica, não de repercussão sistêmica da doença periodontal.
- D)proteína C reativa.
Certa, porque a proteína C reativa é um marcador inflamatório sistêmico usado para estimar o impacto sistêmico da periodontite.
- E)protrombina.
Errada, porque protrombina se relaciona à coagulação, não ao grau de impacto sistêmico da periodontite.
Gabarito: D
A classificação do World Workshop de 2017 não ficou só no "tem ou não tem periodontite". Ela também passou a olhar a doença de forma mais completa, usando estadiamento e gradação, e a gradação ajuda a estimar a velocidade de progressão e o risco de impacto sistêmico. Em outras palavras: não basta ver a bolsa periodontal, é preciso entender o quanto essa inflamação pode estar refletindo no organismo. Nesse ponto, a proteína C reativa entra como marcador clássico de inflamação sistêmica. Ela sobe quando há resposta inflamatória no corpo e, por isso, é usada para estimar o possível impacto sistêmico da periodontite. A periodontite é uma doença inflamatória crônica, então faz sentido que o exame escolhido seja um marcador inflamatório e não um exame hematológico aleatório. As outras alternativas não se encaixam bem porque não são os marcadores usados para essa finalidade na periodontia. Plaquetas, leucócitos, troponina e protrombina podem até aparecer em contextos clínicos gerais, mas não são a referência para estimar esse risco sistêmico no grau da periodontite. A banca quer que você reconheça o marcador inflamatório mais clássico, e aí a proteína C reativa leva a melhor com folga. Resumo de prova: quando a questão fala em impacto sistêmico da periodontite no sistema de gradação de 2017, pense em marcador inflamatório sistêmico, especialmente proteína C reativa.