O tipo de esplintagem recomendado para casos de avulsão dentária é
- A)a esplintagem rígida.
Errada: a esplintagem rígida não é a recomendada para avulsão, pois dificulta a cicatrização do ligamento periodontal e aumenta o risco de complicações.
- B)a esplitagem semirrígida.
Certa: na avulsão dentária reimplantada, indica-se contenção semirrígida/flexível para estabilizar o dente sem impedir a reparação periodontal.
- C)a cerclagem.
Errada: cerclagem não é a técnica indicada como regra para esse tipo de trauma dental e não substitui a esplintagem apropriada.
- D)a barra de Erich.
Errada: a barra de Erich é mais associada a imobilizações em fraturas maxilomandibulares, não sendo a conduta padrão para avulsão.
- E)o fio de aço 0,90mm.
Errada: o fio de aço pode fazer parte de sistemas de contenção, mas a espessura isolada não define a técnica recomendada, que deve ser semirrígida.
Gabarito: B
Na avulsão dentária, o dente saiu totalmente do alvéolo e, depois do reimplante, a ideia não é "imobilizar tudo para sempre", mas dar estabilidade suficiente para a cicatrização do ligamento periodontal. Por isso, a conduta clássica é a esplintagem semirrígida, que mantém o dente no lugar sem impedir totalmente os micromovimentos fisiológicos. Esses pequenos movimentos ajudam na reparação do periodonto e reduzem o risco de anquilose e reabsorção radicular. É por isso que a esplintagem rígida não é a preferida nesses casos: ela pode até parecer mais "segura", mas costuma atrapalhar a cicatrização biológica, e aqui o exagero cobra preço. Na prática, a literatura de traumatologia dental e os protocolos da IADT (International Association of Dental Traumatology) recomendam contenção flexível/semirrígida por curto período, em geral associada ao reimplante e ao acompanhamento clínico. Em concurso, a banca costuma cobrar exatamente essa lógica: estabilidade sim, rigidez excessiva não. Então, o gabarito é a letra B porque a avulsão dentária pede uma esplintagem que proteja o dente reimplantado sem bloquear completamente a fisiologia do tecido de suporte. É o tipo de equilíbrio que a Endodontia adora testar: firmeza na medida certa.