O seguinte tratamento é indicado para os molares permanentes em processo de erupção com fóssulas e fissuras profundas, que apresentam acúmulo de biofilme e mancha branca ativa em crianças com atividade de cárie:
- A)acompanhamento clínico.
Errada, porque apenas acompanhar não é suficiente diante de atividade de cárie, biofilme acumulado e lesão de mancha branca ativa.
- B)resina composta.
Errada, pois a resina composta não é a escolha mais prática para selar fóssulas e fissuras em dente em erupção com controle de umidade difícil.
- C)selante ionomérico.
Certa, porque o selante ionomérico é indicado para molares permanentes em erupção, especialmente em crianças com alto risco de cárie e lesões iniciais ativas.
- D)acompanhamento radiográfico.
Errada, porque radiografia ajuda no diagnóstico, mas não trata nem previne a progressão da lesão nessa situação clínica.
- E)resina flow.
Errada, porque a resina flow pode até ser usada em algumas situações, mas não é a opção clássica e mais adequada para molar em erupção com alto risco e umidade desfavorável.
Gabarito: C
Quando o molar permanente está erupcionando e ainda não dá para controlar bem a umidade, o material mais amigo do clínico costuma ser o selante ionomérico. Ele adere quimicamente ao esmalte, libera flúor e tolera melhor esse cenário “meio molhado, meio difícil” da infância, o que ajuda muito em crianças com alta atividade de cárie. Aqui, o ponto-chave é que a criança já tem biofilme acumulado e mancha branca ativa, ou seja, há lesão de cárie inicial em andamento e risco alto de progressão. Nessa situação, não basta só observar: é preciso uma medida preventiva e terapêutica para proteger fóssulas e fissuras profundas durante a erupção do dente. O selante ionomérico é especialmente útil em molares recém-erupcionados, porque pode ser colocado em campo menos favorável do que a resina e ainda funciona como barreira física e química contra o ataque cariogênico. Ele é muito cobrado em prova justamente por unir proteção mecânica e liberação de flúor. Por isso, o gabarito é a alternativa C. As demais opções ficam aquém do que o caso pede: acompanhamento isolado é pouco para um dente de alto risco, e materiais resinosos dependem mais de isolamento e controle de umidade, o que nem sempre é ideal nessa fase.