Analise o fragmento a seguir. Frequentemente as lesões NOE causam cominuição dos ossos nasais e deslocamento dos ligamentos cantais mediais, resultando em Telecanto Traumático. A suspeita de telecanto traumático existirá quando a distância intercantal for maior que _____, de modo que uma distância superior a _____ confirmará o diagnóstico para este tipo de lesão. Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas do fragmento acima.
- A)35mm / 40mm
Correta, pois 35 mm indica suspeita de telecanto traumático e 40 mm confirma o diagnóstico.
- B)35mm / 45mm
Errada, porque 45 mm fica acima do valor clássico de confirmação e não é o par usado para suspeita e confirmação.
- C)30mm / 40mm
Errada, porque inverte o limiar de suspeita e ainda usa um valor final que não corresponde ao critério de confirmação.
- D)33mm / 45mm
Errada, pois 33 mm não é o ponto de suspeita usual e 45 mm extrapola o valor de confirmação cobrado.
- E)30mm / 35mm
Errada, porque 30 mm e 35 mm não correspondem aos pontos de corte clássicos para suspeita e confirmação.
Gabarito: A
As fraturas NOE (naso-orbito-etmoidais) podem deslocar o ligamento cantal medial e alargar a região entre os olhos. Quando isso acontece, surge o telecanto traumático, que é aquele aspecto de olhos mais afastados, mas sem necessariamente haver aumento real do globo ocular. Em provas, a ideia-chave é comparar a distância intercantal com valores de referência: acima de 35 mm já acende o alerta para suspeita, e acima de 40 mm praticamente fecha o diagnóstico de telecanto traumático. Na prática, a FGV gosta desse tipo de detalhe numérico porque mistura trauma facial com leitura anatômica. Então, aqui o raciocínio é simples: a primeira lacuna pede o ponto de suspeita e a segunda, o ponto de confirmação. Isso bate exatamente com 35 mm e 40 mm. Ou seja, o gabarito A está correto porque traduz a progressão esperada no exame clínico do trauma NOE: primeiro você suspeita pelo aumento da distância intercantal, depois confirma quando o afastamento ultrapassa o limiar mais alto. É um daqueles casos em que medir faz toda a diferença, e não adianta confiar só no olho clínico.