A pandemia da COVID-19 reforçou a importância dos cuidados com biossegurança no consultório, especialmente no que diz respeito aos equipamentos de proteção individual para via respiratória usados durante atendimento odontológico. Nesse contexto, é correto dizer que o maior grau de proteção é conferido pelo uso de
- A)escudo facial.
Errada, porque o escudo facial protege principalmente contra respingos, mas não filtra o ar inspirado.
- B)máscaras tipo PFF2.
Certa, porque a máscara PFF2 oferece maior proteção respiratória, com alta eficiência de filtração e melhor vedação.
- C)máscaras cirúrgicas.
Errada, porque a máscara cirúrgica reduz gotículas, mas protege menos contra aerossóis e partículas finas.
- D)máscaras triplas.
Errada, porque a máscara tripla tem proteção semelhante à cirúrgica e não supera a PFF2 em segurança respiratória.
- E)sistema de exaustão ativo.
Errada, porque sistema de exaustão ajuda na redução de aerossóis no ambiente, mas não é EPI facial de proteção individual para a via respiratória.
Gabarito: B
Na biossegurança odontológica, quando o assunto é proteção respiratória, o ponto principal é filtrar o ar inspirado. Em procedimentos com risco de aerossóis, isso ficou ainda mais evidente na pandemia da COVID-19, quando a escolha correta do EPI passou a ser decisiva para reduzir a exposição do profissional. Entre os dispositivos usados no rosto, o que oferece maior grau de proteção respiratória é a máscara PFF2, porque ela tem capacidade de filtração particulada e ajuste mais eficiente ao rosto, ajudando a barrar partículas suspensas no ar. Em termos práticos, ela protege melhor do que máscaras cirúrgicas, triplas ou escudos faciais quando o foco é via respiratória. O escudo facial é útil como barreira complementar, principalmente contra respingos, mas não substitui a proteção respiratória filtrante. Já as máscaras cirúrgicas e triplas servem mais para conter gotículas e fluidos, com proteção inferior contra aerossóis. Por isso, na lógica da questão, o maior grau de proteção é mesmo o da PFF2. Esse raciocínio também segue o que costuma ser exigido nas práticas de biossegurança e nas orientações sanitárias adotadas na área da saúde: para proteção respiratória contra partículas em suspensão, a filtragem do ar e a vedação adequada valem mais do que apenas bloquear respingos.