“Estudos utilizando métodos de cultura e métodos de biologia molecular têm revelado que o(a) _____ é uma das espécies mais frequentemente encontradas nos canais de dentes com lesão póstratamento, em prevalência que pode chegar a 90% dos casos”. (Lopes & Siqueira, 2020) Assinale a opção que completa corretamente a lacuna da sentença acima.
- A)Enterococcus faecalis
Correta: Enterococcus faecalis é a espécie classicamente associada a lesões pós-tratamento endodôntico, com alta frequência em estudos de cultura e biologia molecular.
- B)Porphyromonas endodontalis
Errada: Porphyromonas endodontalis pode participar de infecções endodônticas, mas não é a espécie mais frequentemente encontrada em lesão pós-tratamento.
- C)Treponema denticola
Errada: Treponema denticola é um espiroqueta importante em doenças periodontais e infecções mistas, porém não é o principal achado nesse contexto.
- D)Dialister invisus
Errada: Dialister invisus foi descrito em microbiotas endodônticas, mas não tem a mesma relevância clássica de frequência nas lesões pós-tratamento.
- E)Tannerella forsythia
Errada: Tannerella forsythia é mais lembrada em periodontite e biofilmes subgengivais, não como o agente mais comum em canal com lesão pós-tratamento.
Gabarito: A
Em Endodontia, quando o dente já recebeu tratamento de canal e ainda assim persiste uma lesão, o cenário costuma mudar: não é a mesma flora do quadro inicial, e alguns microrganismos ganham destaque por sua capacidade de resistir, sobreviver em ambiente com pouco nutriente e aproveitar falhas do tratamento. É justamente nesse contexto que a questão cobra o agente mais clássico das infecções persistentes pós-tratamento. O nome que aparece com frequência máxima nessas lesões é o Enterococcus faecalis. Ele é bem conhecido por conseguir permanecer no canal radicular mesmo após procedimentos antimicrobianos, por tolerar condições adversas e por formar biofilme com facilidade. Em outras palavras: é o tipo de bactéria que não sai de cena com facilidade, e por isso virou personagem recorrente nas provas. A literatura de Lopes e Siqueira destaca que estudos com cultura e biologia molecular identificam essa espécie em alta prevalência em canais com lesão pós-tratamento, chegando a valores próximos de 90% em alguns trabalhos. Então, quando a banca fala em lesão pós-tratamento e pede a espécie mais frequentemente encontrada, a associação clássica é Enterococcus faecalis. As demais alternativas até podem aparecer em infecções endodônticas e periodontais associadas, mas não são as campeãs desse cenário específico. Aqui, a chave é lembrar: lesão persistente pós-endodontia gosta de cobrar a bactéria mais resistente e mais lembrada da especialidade, e essa fama não é por acaso.